Com a CPLP a festejar 30 anos, olhamos para as dores de cabeça da nossa ortografia em comparação com a de Espanha. Ainda folheamos um livro curioso sobre nações esquecidas e bandeiras misteriosas.
Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
E já sabe, quando ouve este som, está no ar o "Português Suave", na Rádio Observador. Eu sou o João Costa e Silva. Olá, Marco Neves, bem-vindo.
Tudo bem. Cá estamos nós. Na semana passada tivemos um convidado, o Ramón Pichel, não sei se a gente se lembra do José Ramón Pichel. Hoje temos outro convidado.
Sim, mais pequenino.
Mais pequenino. Já vamos apresentá-lo. Mas vamos falar aqui de vários temas sobre a língua, sobre um aniversário, sobre a final do mundial, sobre algumas bandeiras e sobre um livro, como sempre.
Vamos para a língua nas notícias. Eu não podia deixar passar o fato da CPLP, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, ter feito 30 anos na última sexta-feira, no dia 17 de julho. Foi em 1996 que esta comunidade foi criada.
É estranho olhar para 1996 e pensar: "Já foram 30 anos".
Eu lembro-me bem de 1996. Tinha 16 anos, ou fiz 16 anos nessa época, e aqui estou a revelar a minha idade.
É só fazer as contas agora.
É só fazer as contas. Mas a CPLP tem, de facto, 30 anos, é uma comunidade que eu acho importante. Houve algumas polémicas associadas à CPLP, como a entrada de um país onde o português praticamente não é falado, que é a Guiné Equatorial, mas depois também há que dizer que tem a sua importância para juntar os países que têm interesses em comum, pelo menos têm a língua em comum.
Sim, a nossa língua portuguesa.
E por isso aqui fica os parabéns à Comunidade de Países de Língua Portuguesa. Todos eles têm situações muito diferentes no que toca ao português. Nalguns dos países, o português é a língua falada por praticamente todas as pessoas, como é o caso de Portugal e do Brasil. Depois há países onde o português é a segunda língua, na verdade, como Cabo Verde, em que o crioulo cabo-verdiano é a primeira língua. Mas o português não deixa de ser oficial e usado como língua própria pelos cabo-verdianos, porque assim o entenderam.
Nós vamos falar muito de Cabo Verde agora, muito por culpa do mundial.
Exatamente. Foi o mundial. Eu ia-te perguntar aqui ao nosso convidado o que ele achou da prestação de Cabo Verde, mas já lá chegamos. E temos Angola, onde é a língua materna. Já falámos disto aqui várias vezes, fica aqui os parabéns a toda a Comunidade de Países de Língua Portuguesa, sem esquecer os países que não fazem parte da comunidade da CPLP, mas que têm o português como língua muito importante, como o Uruguai, o Luxemburgo e muitos outros países por esse mundo fora, onde há muitos falantes de português.
Muito bem, ficam aqui os parabéns pra CPLP, 30 anos feitos esta sexta-feira, dia 17 de julho. Está na hora de apresentarmos o nosso convidado. Vamos a isto, não é?
Vamos ao mapa da língua e eu apresento logo a seguir. Este é um convidado que vou tratar por tu.
É muito próximo, não é?
É, é muito próximo. Como é que te chamas, convidado? Matias. É o meu filho mais novo, o Matias. Quantos anos é que tens? Oito. Não é que eu não saiba.
Só para quem nos está a ouvir.
Só para quem nos está a ouvir. E o Matias está de férias e está aqui a acompanhar-me hoje.



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