A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD); o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva )PT); e o presidente nacional do PSB, João Campos - Fotos: Raquel Lyra e João Campos - Fotos: Davi de Queiroz/Folha de Pernambuco; Presidente Lula - Miguel Schincariol / AF Desde a disputa de 2022, a governadora Raquel Lyra (PSD) adota a neutralidade para escapar da polarização nacional. Recentemente criou o termo “pernambuquismo”. Nem lulismo, nem bolsonarismo. Foco exclusivo na defesa do estado.

Afirma que a oposição tentará enquadrá-la de um lado ou de outro. Quadros da direita e da extrema-direita têm colado nela. Na caminhada de sexta à noite, em Olinda, trouxe o presidente Lula para mais perto e disse no discurso que ele também é “pernambuquista”. No primeiro dia de campanha, o ex-ministro do Turismo de Jair Bolsonaro Gilson Machado esteve lado a lado com a gestora. Alinhado com Flávio Bolsonaro, o deputado e candidato avulso ao Senado, Mendonça Filho (PL) foi a caminhadas em Paulista e na Várzea. A governadora também participou de culto com a deputada Clarissa Tércio, que foi cotada para ser vice de Flávio. Para completar a semana de acenos, Michelle Bolsonaro compartilhou em suas redes sociais um vídeo descontraído de Raquel Lyra. A presença conservadora em suas agendas e um terceiro vídeo do presidente Lula reforçando apoio a João Campos (PSB) esta semana apimentaram o discurso. A governadora reforçou a disputa por liderança e território no Grande Recife. “O presidente Lula também é ‘pernambuquista’. Eu e ele vamos construir casas para moradores de palafitas em Olinda.” Enquanto a governadora tenta equilibrar correntes opostas, João Campos diz que a aliança com Lula não é só para uma eleição. Enfatiza a chapa 100% lulista e aposta no carisma e na relação histórica com o petista.