Campus da UFRA em Paragominas, no Pará. Reprodução / Prefeitura Municipal de Paragominas A Polícia Civil do Pará prendeu em flagrante, na quarta-feira (8), um aluno da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) suspeito de perseguição contra uma professora no campus de Paragominas, no sudeste do Pará. A ocorrência foi registrada após acionamento da Polícia Militar pela própria instituição, que relatou importunação à docente durante um evento acadêmico. ✅ Siga o canal do
Campus da UFRA em Paragominas, no Pará. Reprodução / Prefeitura Municipal de Paragominas A Polícia Civil do Pará prendeu em flagrante, na quarta-feira (8), um aluno da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) suspeito de perseguição contra uma professora no campus de Paragominas, no sudeste do Pará. A ocorrência foi registrada após acionamento da Polícia Militar pela própria instituição, que relatou importunação à docente durante um evento acadêmico. ✅ Siga o canal do g1 Pará no WhatsApp Segundo a polícia, a prisão foi formalizada pelo crime de perseguição majorada, previsto no Código Penal. O caso chegou à delegacia depois que os envolvidos foram levados pela PM à unidade policial para os procedimentos cabíveis. A identidade do aluno não foi divulgada. O g1 ainda não conseguiu localizar a defesa dele. Agora no g1 O que diz a vítima Em depoimento à polícia, a professora contou que o aluno teria ficado inconformado com a reprovação em uma disciplina ministrada por ela em 2025. A partir disso, segundo a vítima, teriam começado episódios sucessivos de intimidação e tentativa de desestabilização psicológica. Ela relatou, entre outros episódios, bilhetes deixados em seu carro, filmagens não autorizadas em sala de aula, arrastamento de móveis, batidas de portas durante as aulas e mensagens com tom considerado ameaçador. A professora também afirmou que o estudante insistia em solicitar amizade pelo Instagram. A vítima disse ainda que áudios apresentados à autoridade policial reforçariam a intenção do investigado de perturbá-la. Em um dos trechos, atribuídos ao aluno, ele afirma que queria “pirraçar” a professora e que faria “de tudo para atormentar a vida dela”. Medidas anteriores Os relatos já tinham motivado, em 2025, a solicitação de medidas protetivas de urgência. As medidas foram revogadas depois, por decisão judicial, sob o entendimento de que não havia contexto de violência doméstica e familiar entre as partes, mas sim uma relação de natureza acadêmica. Na manhã de quarta, durante um evento promovido pela faculdade, a docente afirmou que o aluno voltou a se aproximar dela com a mesma intenção de provocá-la e desestabilizá-la emocionalmente. A aproximação teria sido impedida pelo marido da professora, que também estava no local, e a situação terminou em discussão e acionamento da PM. Como foi a prisão Após analisar os elementos reunidos no atendimento e o histórico apresentado pela vítima, a polícia concluiu que "havia indícios suficientes de perseguição na forma majorada, já que a conduta teria sido praticada contra mulher". Com isso, o aluno recebeu voz de prisão em flagrante. O procedimento segue à disposição do Ministério Público e do Judiciário. O que diz a Ufra Em nota, a Ufra informou que "adotou providências imediatas para resguardar a integridade da servidora". A instituição afirmou ainda que "a equipe de segurança acompanhou a situação desde o início e que a professora está sendo acolhida pela equipe psicossocial da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progep)". Além disso, "equipes psicossocial e pedagógica devem visitar o campus para prestar apoio à comunidade acadêmica". A Ufra também disse que "está adotando medidas administrativas para apuração dos fatos" e repudiou "qualquer forma de violência, intimidação, assédio ou conduta que comprometa a segurança da comunidade universitária". A universidade informou ainda que, em maio de 2026, instituiu o Programa Institucional de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio e à Discriminação. VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará

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