"Aqui em Pernambuco, você sabe, a minha chapa é Luquel, é Lula e Raquel”, disse o ministro - Foto: Arthur Botelho/Folha de Pernambuco Em entrevista concedida durante o lançamento da revista Folha Energia, na manhã desta segunda-feira (24), no Recife, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula (PSD), demonstrou tranquilidade ao ser indagado se ficaria à vontade em fazer parte de um governo, mas ao mesmo tempo integrar um partido que também tem um candidato à Presidência, Ronaldo Caiado.
“A gente sabe que um partido jovem como o PSD procura se afirmar como um partido que hoje é acreditado no centro e que a candidatura própria é uma tese muito importante sempre para qualquer partido. Então, eu não me sinto nenhum desconforto”, disparou.
Segundo André, todos sabem que é um privilégio para ele ser ministro de Lula e que ele anda o Brasil pedindo votos para o petista. “Vou votar pessoalmente no presidente Lula e não apenas por gratidão, por absoluta convicção de que o que ele tem feito numa quadra particularmente difícil merece o aplauso dos brasileiros. Eu estou ao lado dele, não apenas na área que eu atuo, mas em todas as áreas do governo”, confessou.
Disse ainda ser testemunha do grande governo, do esforço pessoal que o presidente feito, da liderança que ele exerce hoje do ponto de vista do contexto internacional. “Isso não é desimportante. Muito pelo contrário, se não tivermos um presidente com a envergadura, com a liderança, com a dimensão que é o presidente de Lula, podemos ser engolidos num cenário internacional tão desafiador. Vou pedir votos para o presidente Lula, e aqui em Pernambuco, você sabe, a minha chapa é "Luquel", é Lula e Raquel”, acrescentou.
Sobre a ausência do presidente Lula no recente debate da Rede Bandeirantes, o ministro defendeu a estratégia do mandatário. De acordo com André de Paula, o presidente agiu corretamente ao se preservar de um ambiente de discussões pessoais e termos chulos que não edificam o debate democrático. O ministro ponderou, contudo, que Lula participará de debates futuros ao longo do processo eleitoral.
Quanto à expectativa da governadora Raquel Lyra, sua correligionária, de ver a permanência dele garantida no ministério, André de Paula minimizou as especulações de bastidores. Embora tenha classificado o cargo como "a maior honra" para qualquer brasileiro, atribuiu a declaração de Raquel Lyra à generosidade de uma relação afetiva e política próxima.



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