O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Márcio Elias Rosa, afirmou, nesta quarta-feira (22), que o governo continuará dialogando com o setor privado e na interlocução com autoridades dos Estados Unidos, na esteira do tarifaço de …

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Márcio Elias Rosa, afirmou, nesta quarta-feira (22), que o governo continuará dialogando com o setor privado e na interlocução com autoridades dos Estados Unidos, na esteira do tarifaço de Donald Trump ao Brasil. Ele disse que os Estados Unidos podem continuar a "impor tarifas", já que o Brasil é forte e tem a economia resiliente.

"Podem impor tarifas, que o Brasil é forte e nossa economia é resiliente. Vamos continuar falando com o setor privado e ajudando na interlocução com autoridades americanas", comentou Elias Rosa, em cerimônia de anúncio do Brasil Soberano 3 na tarde desta quarta, no Palácio do Planalto, em Brasília. O foco do programa é atender os setores afetados pela tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos e que entrou em vigor hoje.

De acordo com ele, a nova medida do governo brasileiro vai acolher tanto aqueles setores que foram impactados no último ano com o tarifaço americano e, também, as novas taxas que devem vir.

Nos últimos dias, o governo fez uma série de reuniões com setores para ouvir demandas. Elias Rosa citou que os empresários pediram agilidade das medidas. De olho nisso, o ministro disse que o governo vai cumprir "com rigor" a tarefa orientada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que é negociar.

Tarifa adicional de 12,5%

Na sexta-feira (24), está prevista a aplicação da nova tarifa de 12,5%, no âmbito de uma investigação contra a importação de bens produzidos com trabalho análogo à escravidão. Segundo o ministro, ainda há uma indefinição se essa tarifa será cumulativa ao tarifaço de 25%, o que poderia resultar numa sobretaxa de 37,5%. O governo brasileiro espera que as taxas não sejam somadas.

No caso ainda da tarifa adicional de 12,5%, Elias Rosa afirmou que a tendência é não existir uma lista de exceções, como ocorreu no tarifaço imposto na semana passada, que reduziu o número de setores e produtos impactados pela tarifa de 25%.