Com a vitória de virada da Argélia sobre a Jordânia na noite de segunda-feira (22), a Argentina assegurou sua classificação à próxima fase da Copa do Mundo em primeiro lugar no grupo J, dando motivos para a torcida acreditar que a alviceleste ainda pode ir longe no torneio da Fifa (Federação Internacional de Futebol). Leia mais (06/23/2026 - 17h13)

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23.jun.2026 às 17h13

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Com a vitória de virada da Argélia sobre a Jordânia na noite de segunda-feira (22), a Argentina assegurou sua classificação à próxima fase da Copa do Mundo em primeiro lugar no grupo J, dando motivos para a torcida acreditar que a alviceleste ainda pode ir longe no torneio da Fifa (Federação Internacional de Futebol).

Isso porque, sempre que passou na liderança de seu grupo na história dos Mundiais, a equipe sul-americana conseguiu avançar —pelo menos— até a fase quartas de final da competição, chegando à grande decisão quatro vezes.

Com duas vitórias sobre Argélia e Áustria nos dois primeiros jogos na campanha de defesa do título conquistado no Qatar, em 2022, o time de Lionel Messi e companhia chegou aos seis pontos e não pode mais ser ultrapassado.

Com uma vitória cada, Argélia e Áustria duelam na última rodada do grupo, no sábado (27). Ainda que uma delas chegue aos mesmos seis pontos da Argentina, ficam atrás na ponta da tabela pelo primeiro critério de desempate, que é o confronto direto.

O primeiro jogo dos argentinos no mata-mata está programado para o dia 3 de julho, em Miami, contra um adversário ainda a ser definido oriundo do grupo H, que tem Espanha, Uruguai, Cabo Verde e Arábia Saudita.

Ao menos tomando como base o retrospecto histórico ao longo das Copas do Mundo, tudo indica que o time dirigido por Lionel Scaloni conseguirá passar pelo primeiro duelo eliminatório do torneio.

Desde a primeira edição do Mundial, em 1930, a Argentina se classificou em primeiro lugar de seu grupo sete vezes. Ficou com a taça de campeã do mundo duas, amargou dois vice e caiu nas quartas de final outras três vezes.

Na edição inaugural, há quase um século, no Uruguai, as 13 seleções convidadas foram divididas em quatro grupos, três deles com três, e um com quatro, com os melhores colocados de cada avançando diretamente às semifinais.

A Argentina caiu no grupo com quatro seleções e terminou na liderança, com três vitórias sobre França, México e Chile. Nas semifinais, derrotou o time dos Estados Unidos por 6 a 1, mas acabou superada pelo Uruguai, no Centenário de Montevidéu, por 4 a 2.

A alviceleste voltaria a terminar a fase de grupos em primeiro lugar apenas mais de meio século depois, em 1986, no México.

Na primeira fase, venceu a Coreia do Sul e a Bulgária e empatou com a Itália. Nas oitavas de final, se vingou da derrota de 1930 eliminando o Uruguai, passando em seguida pela Inglaterra —no jogo que completou 40 anos na segunda-feira (22) e entrou para a história pelo gol de mão de Diego Armando Maradona— e pela Bélgica.

Na final, no Estádio Azteca, na Cidade do México, superou a Alemanha Ocidental por 3 a 2 para se sagrar bicampeã —o primeiro título veio em 1978, quando terminou a fase de grupos em segundo lugar.

Em 1998, na França, a Argentina de Daniel Passarella entrou como uma das favoritas, contando com nomes no plantel como Gabriel Batistuta, Ariel Ortega e Diego Simeone. Liderou seu grupo com três vitórias contra Japão, Jamaica e Croácia.

Nas oitavas, passou pela Inglaterra, na disputa de pênaltis, mas caiu em seguida diante da Holanda, que viria a ser eliminada na sequência pela seleção brasileira.