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Jornal das 8, com edição de Luís Soares. E Luís, a Ministra do Trabalho considera que o chumbo da reforma laboral no Parlamento é uma derrota para o país.

A reação de Maria do Rosário Palma Ramalho, que falava aos jornalistas no Parlamento antes de uma audição parlamentar sobre outro tema também ele polémico, a Prestação Social Única. A ministra afasta a demissão e explica que o país fica a perder com este chumbo.

Eu julgo que é, sobretudo, uma derrota para o país, porque perdeu-se uma oportunidade histórica de permitir que Portugal avançasse numa matéria em que está muito mal na cauda da Europa, em termos de salários, em termos de produtividade. E esta reforma contribuía de uma forma equilibrada, ou seja, sem desvanecer de modo algum os direitos dos trabalhadores, no sentido de pôr Portugal mais próximo da Europa. E ao não conseguirmos isso, naturalmente, é uma oportunidade perdida para o país.

E à semelhança do que tinha feito o primeiro-ministro, Maria do Rosário Palma Ramalho responsabiliza o Chega por este desfecho.

O Governo de Portugal tem elevadíssimo sentido institucional e, portanto, em caso algum poderia trocar qualquer reforma que fosse pelo hipotecar das pensões dos portugueses, porque isso significaria quebrar o contrato de confiança que os portugueses têm com o Estado relativamente às suas pensões futuras. E como foi essa a razão pela qual não se fez acordo com o partido do Chega, evidentemente que o governo está tranquilo e claro que os portugueses vão também tirar as suas ilações da razão pela qual não se fez este acordo.

"O Governo está tranquilo", garante a Ministra do Trabalho nestas declarações aos jornalistas no Parlamento. Na próxima hora, será a vez de André Ventura também prestar declarações, ele que continua nas redes sociais a reagir a este chumbo do pacote laboral. Numa mensagem na rede social X, André Ventura escreve que quem derrotou este pacote laboral foi o Chega e diz que assume essa posição sem medos.

E o Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo defende que Luís Montenegro devia ter sido informado da tentativa de ataque do grupo Armilar Lusitano antes de ser feita a divulgação na comunicação social.

Foi uma queixa feita esta tarde pelo primeiro-ministro. Ele lamentou não ter sido informado pelas autoridades, mas sim através da comunicação social, ainda numa altura em que estava incontactável e, por isso, tornou-se num momento delicado para ele e para a família. O presidente do OSCOT, o coronel Francisco Rodrigues, sai em defesa da posição de Luís Montenegro.

Sem pôr em dúvida exatamente a questão levantada, a dúvida ou a negação de ter conhecimento desta situação, a não ser pela comunicação social, acho que lhe devia ter sido comunicado anteriormente a situação, tanto mais que faria com que ele próprio também estivesse, de certa forma, atento a qualquer situação que poderia estar relacionada com a questão em si.

Ainda assim, Francisco Rodrigues defende que esta é uma prova de que as autoridades são capazes de conter este tipo de ataques. Foi também apurado que a morada do primeiro-ministro foi conseguida através de um chefe da PSP, em documentos da Polícia Municipal, uma situação que o presidente do OSCOT classifica de grave.

É evidente que é grave, mas eu estou perfeitamente convencido que a PSP também está atenta a esta situação e vai, naturalmente, tomar todas as diligências no sentido de perceber o porquê, se há outros envolvidos e com certeza dará resultados desses inquéritos internos, da investigação interna.

Espera-se agora o resultado do processo interno de inquérito da PSP, declarações do coronel Francisco Rodrigues, presidente do OSCOT, entrevistado esta tarde na Rádio Observador.

E vai ficar em prisão preventiva a mulher suspeita de matar a enteada de oito anos em Valpaços. A madrasta da criança foi ouvida no Tribunal de Vila Pouca de Aguiar.

Foi detida ontem depois de, durante a madrugada, ter confessado o crime, de ter indicado aos polícias o local onde deixou o corpo da menina de oito anos. Está agora fortemente indiciada pelo crime de homicídio qualificado. A advogada de defesa da arguida, Mónica Teixeira, explica que já esperava esta medida de coação, a mais grave, mas vai ainda pedir uma perícia psiquiátrica.

Vamos tentar uma perícia psiquiátrica. Ela colaborou. Ela tentou, desde que caiu nela, ainda com os inspetores da PJ, colaborar, ajudar ao máximo na investigação e na recolha de toda a verdade material para o processo. Hoje, sim, também falou, esse é o primeiro interrogatório. Confessou muitos dos factos que estavam neste processo e portanto mostrou muito arrependimento.

Mónica Teixeira, advogada de defesa da mulher que fica em prisão preventiva. Declarações aos