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Jornal das Nove com a Laura Figueiredo. Laura, a Ministra do Trabalho considera que o chumbo da reforma laboral no Parlamento é uma oportunidade perdida para o país.
É a reação de Maria do Rosário Palma Ramalho no Parlamento, antes de uma audição parlamentar sobre a prestação social única. A ministra faz-se a demissão e explica que o país fica a perder com este chumbo.
Eu julgo que é, sobretudo, uma derrota para o país, porque, de facto, perdeu-se uma oportunidade histórica de permitir que Portugal avançasse numa matéria em que está muito mal na cauda da Europa, em termos de salários, em termos de produtividade. E esta reforma contribuía de uma forma equilibrada, ou seja, sem desvanecer de modo algum os direitos dos trabalhadores, no sentido de pôr Portugal mais próximo da Europa. E ao não conseguirmos isso, naturalmente, é uma oportunidade perdida para o país.
À semelhança do que tinha feito o primeiro-ministro, também Maria do Rosário Palma Ramalho responsabilizou o Chega por este desfecho.
O Governo de Portugal tem elevadíssimo sentido institucional e, portanto, em caso algum poderia trocar qualquer reforma que fosse pelo hipotecar das pensões dos portugueses, porque isso significaria quebrar o contrato de confiança que os portugueses têm com o Estado relativamente às suas pensões futuras. E como foi essa a razão pela qual não se fez acordo com o partido do Chega, evidentemente que o governo está tranquilo e claro que os portugueses vão também tirar as suas ilações da razão pela qual não se fez este acordo.
Ministra do Trabalho a reagir no Parlamento ao chumbo da reforma laboral.
E André Ventura diz que o governo optou por seguir sozinho, unilateralmente e de forma arrogante.
Declarações na última hora para justificar o chumbo do Chega à reforma do pacote laboral do governo. André Ventura considera que o governo foi afastando as centrais sindicais até ficar sozinho à própria mesa.
O governo optou por seguir sozinho, unilateralmente e de forma arrogante, este caminho. Foi uma escolha que o governo fez. Arrastar este processo longamente, passando a mensagem clara de que estava a dizer ao país que para termos uma economia melhor, temos que pôr as pessoas descartáveis, com possibilidade de serem despedidas a qualquer momento.
Numa conferência de imprensa na sede do partido em Lisboa, André Ventura explicou ainda que o Chega não partilha a visão do PSD e da Iniciativa Liberal sobre a precariedade das condições de trabalho.
E o Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo defende que Luís Montenegro devia ter sido informado da tentativa de ataque do grupo Armilar Lusitano antes de ser feita a divulgação na comunicação social.
Foi uma queixa feita esta tarde pelo primeiro-ministro, que lamentou não ter sido informado pelas autoridades, mas sim através da comunicação social, num momento delicado para ele e para a família. À Rádio Observador, o presidente do OSCOT, coronel Francisco Rodrigues, sai em defesa da posição de Luís Montenegro.
Sem pôr em dúvida exatamente a questão levantada, a dúvida ou a negação de ter conhecimento desta situação, a não ser pela comunicação social, acho que lhe devia ter sido comunicada anteriormente a situação, tanto mais que faria com que ele próprio também estivesse, de certa forma, atento a qualquer situação que poderia estar relacionada com a questão em si.
Ainda assim, Francisco Rodrigues defende que esta é uma prova de que as autoridades são capazes de conter este tipo de ataques. Foi provado que a morada do primeiro-ministro foi conseguida por um chefe da PSP em documentos da Polícia Municipal. O presidente do OSCOT diz que é uma situação grave.
E vai ficar em prisão preventiva a mulher suspeita de matar a enteada de oito anos em Vale de Passos. A madrasta da criança foi ouvida no Tribunal de Vila Pouca de Aguiar.
A mulher foi detida ontem depois de, durante a madrugada, ter confessado o crime e ter indicado aos polícias o local onde deixou o corpo da menina de oito anos. A arguida está fortemente indiciada pelo crime de homicídio qualificado. A advogada de defesa, Mónica Teixeira, explica que já esperava esta medida de adequação, mas adianta que vai ainda pedir uma perícia psiquiátrica.
Vamos tentar uma perícia psiquiátrica. Ela colaborou. Ela tentou, desde que caiu nela, ainda com os inspetores da PJ, colaborar, ajudar ao máximo na investigação e na recolha de toda a prova material para o processo. Hoje, sim, também falou. Esse é o primeiro interrogatório. Confessou muitos dos factos que estavam neste processo e, portanto, mostrou muito arrependimento.
Mónica Teixeira, advogada de defesa da mulher que fica em prisão preventiva, em declarações aos jornalistas no final da audiência no Tribunal de Vila Pouca de Aguiar. A saída da arguida ficou também marcada por momentos de tensão, com alguns populares a tentarem agredir a mulher suspeita de matar a criança de oito anos.
No Reino Unido, dois comboios colidiram junto à estação de Bedford.