Alvo foi depósito de armas; Zelenski promete punir responsáveis por armazenamento irregular próximo de casas
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29.ago.2026 às 8h45 Atualizado: 29.ago.2026 às 9h37
Pelo menos 37 pessoas morreram depois que um ataque russo com drone contra um depósito de armas na Ucrânia na sexta-feira (28) causou uma detonação. O Ministério da Defesa da Rússia confirmou a ofensiva.
Outras 42 pessoas ficaram feridas, e mais de 380 foram retiradas da área atingida no distrito de Butcha, escreveu no aplicativo Telegram o governador da região de Kiev, Timur Tkatchenko, neste sábado (29). O ataque é o mais letal registrado na região da capital ucraniana desde o início da guerra.
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, afirmou que um ataque a um depósito desencadeou uma detonação e que a infraestrutura nas proximidades sofreu "danos significativos", incluindo edifícios residenciais e uma instituição de atendimento a idosos. Segundo ele, o depósito armazenava munições, drones e explosivos do Exército ucraniano.
"Os que permitiram que isso acontecesse devem ser responsabilizados por suas decisões", escreveu Zelenski no X, acrescentando que processos criminais já haviam sido instaurados por negligência no exercício da função pública. "Há normas em vigor —munições não podem ser armazenadas perto de casas ou de outras áreas residenciais. As devidas conclusões certamente serão tiradas."
Dezenas de pessoas ficaram feridas, e mais de 370 foram retiradas da área atingida no vilarejo de Mila, afirmou Zelenski.
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Outras nove regiões foram alvo de ataques russos durante a noite, acrescentou o presidente, afirmando que Kiev estava sob "ataque praticamente ininterrupto" de drones de alta velocidade.
Neste sábado, sirenes soaram durante toda a manhã pelo terceiro dia consecutivo, enquanto a Força Aérea da Ucrânia alertava para novas ondas de drones se aproximando da capital.
Tkatchenko disse que uma menina de 14 anos morreu em um ataque com drone pela manhã no distrito de Borispil. Em Kiev, uma menina de 2 anos morreu atingida por um drone abatido, afirmou o prefeito Vitali Klitstchko neste sábado.
O governador de Kiev afirmou que o número de mortos ainda pode aumentar. O ataque aconteceu após dois dias de frequentes ondas de drones direcionadas à cidade e à região ao redor, que danificaram depósitos e residências e perturbaram a vida cotidiana.
O detonamento do depósito na sexta-feira ocorre após um incidente semelhante no mês passado, na cidade de Vichneve, quando dez pessoas morreram e centenas de casas foram danificadas depois que um ataque desencadeou explosões secundárias.
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"No quinto ano de guerra em grande escala, não temos o direito de permitir que se repitam tragédias como a ocorrida em Vichneve e esta, no distrito de Butcha", publicou no Telegram o primeiro-ministro Sergii Koretski, que visitou o local da explosão de sexta-feira.




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