Em entrevista ao Poder360, Víctor Cairo afirmou que apagões na ilha afetam diretamente o sistema de saúde da ilha

Em entrevista ao Poder360, Víctor Cairo afirmou que apagões na ilha afetam diretamente o sistema de saúde da ilha

Poder360 - 3.jul.2026

de Brasília 4.jul.2026 (sábado) - 6h00 Siga o Poder360 no Google

O embaixador de Cuba no Brasil, Víctor Cairo, disse que a taxa de mortalidade infantil na ilha dobrou desde o bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos, que impede o abastecimento de petróleo desde janeiro. Com as sanções adicionais, o índice saltou de 4% para 8%.

Segundo o embaixador, o aumento da mortalidade entre crianças com câncer é outro ponto que preocupa o governo cubano. Em curto prazo, a taxa de cura nessa faixa etária caiu de 85% para cerca de 65%.

Sem petróleo para geração de energia elétrica, Cuba enfrenta uma série de apagões frequentes. Atualmente, a ilha opera com 35% da capacidade de combustível necessária. Com as sanções norte-americanas, a crise energética obriga os cubanos a recorrerem a métodos alternativos para sobreviver, como o uso de carvão, mesmo estando próximos a uma das maiores usinas termelétricas do país.

O embaixador também disse que os Estados Unidos articulam para travar a chegada de doações de alimentos à Cuba. Com a falta de eletricidade no país, há dificuldades em produzir e transportar alimentos domesticamente.

A crise energética em Cuba se intensificou com a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelo governo dos Estados Unidos, em 3 de janeiro. Desde então, o presidente norte-americano Donald Trump (Partido Republicano) cortou as remessas de petróleo venezuelano e ameaçou impor tarifas a qualquer país que vendesse petróleo para a ilha.  

O embaixador confirmou que há tentativa de tratativas diplomáticas com Washington, porém, sem sucesso. A imposição de novas sanções e o vazamento de informações pelo lado norte-americano incomodam o governo cubano.