País enfrenta escassez de combustível após anos de queda na produção de gás natural

benefício do assinante

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

benefício do assinante

Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.

Salvar para ler depois

Recurso exclusivo para assinantes

assine ou faça login

La Paz (Bolívia) | Reuters

A Bolívia iniciará conversas técnicas na próxima semana com a estatal brasileira Petrobras sobre seu possível retorno à exploração e produção no país, enquanto a empresa também está disposta a ajudar na reestruturação da estatal de energia YPFB, disse o ministro de Energia, Marcelo Blanco, nesta quinta-feira (9).

O governo do presidente Rodrigo Paz busca reabrir a Bolívia para investimentos em energia e retomar o comércio com parceiros-chave como o Brasil, após anos de queda na produção de gás que ajudaram a drenar as reservas em moeda forte e transformaram um antigo exportador de energia em um país atingido por recorrentes escassezes de combustível.

"O objetivo é que eles voltem a produzir, a operar aqui na Bolívia, a explorar e a ter uma parceria estratégica", disse Blanco a repórteres, acrescentando que a Petrobras estava aberta a apoiar a reestruturação da YPFB com sua experiência passada em gestão de crises.

Blanco disse que os dois lados concordaram, após uma reunião na quarta-feira (8), em estabelecer grupos de trabalho técnicos a partir da próxima semana para avaliar a participação renovada da Petrobras em todo o setor.

Ele não forneceu valores de investimento nem um cronograma.

"Não vou dar números. Não serei irresponsável. Nunca dou valores ou datas exatas", disse Blanco, acrescentando que a Bolívia também está buscando trabalhar com outros investidores interessados no país.

O presidente da YPFB, Sebastian Daroca, também disse que uma empresa deve apresentar seu relatório final na próxima semana sobre as reservas de petróleo e gás da Bolívia até o final do ano passado.

Ele disse que o governo planeja usar os números para discutir como pode aumentar a produção nos próximos anos.

Receba no seu email o que de mais importante acontece na economia; aberta para não assinantes.

O relatório está sendo acompanhado de perto por analistas e grupos do setor porque a Bolívia tem enfrentado críticas de longa data por atrasos na publicação de dados atualizados de reservas, deixando incertezas sobre o tamanho dos recursos remanescentes de petróleo e gás do país.

A Petrobras interrompeu investimentos na Bolívia depois que o ex-presidente Evo Morales nacionalizou o setor em 2006. Ainda assim, a empresa brasileira não esteve completamente ausente do negócio de gás boliviano, já que foi autorizada a importar gás natural boliviano para o Brasil através de pontos de entrada na fronteira entre os dois países.

Em março, Paz disse que a Bolívia queria reiniciar seu relacionamento com a Petrobras sob novas e mais claras regulamentações energéticas projetadas para atrair capital estrangeiro de volta ao país após mais de uma década de queda na produção de gás.

benefício do assinante

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.