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Por enquanto, não há grandes problemas à vista para o Brasil, embora também não haja motivos para festejar: a Seleção de Carlo Ancelotti está praticamente classificada para a fase de 16-avos de final da Copa do Mundo graças a uma melhora em todos os setores no jogo contra o Haiti.

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A vitória de sexta-feira por 3 a 0 sobre a seleção haitiana, primeira matematicamente eliminada do Mundial, deixa o time brasileiro na liderança do Grupo C.

O bom resultado contra uma equipe de pouco peso, que não disputava uma Copa desde 1974, foi um alívio para Ancelotti, questionado após a estreia decepcionante contra o Marrocos (empate em 1 a 1).

Apesar de melhorar o desempenho e encaminhar a vaga na próxima fase, uma pergunta permanece: como o Brasil se sairá quando enfrentarem adversários mais fortes?

"Podemos competir com todas as equipes. Haiti incluído e França incluído. Temos qualidade para isso", afirmou Ancelotti após sua primeira vitória como treinador em uma Copa do Mundo.

Ancelotti acertou em cheio ao escalar Matheus Cunha como centroavante no lugar de Igor Thiago, que foi titular contra o Marrocos.

O atacante do Manchester United, que nunca havia marcado em Mundiais, fez os dois primeiros gols da equipe. Sua capacidade de jogar como um armador também foi vital para dar dinâmica a um ataque que mostrou pouca criatividade no primeiro jogo.

Usando a camisa 9, Cunha se entrosou bem com Vinícius Júnior, o melhor jogador brasileiro até aqui no Mundial. O craque do Real Madrid participou do primeiro gol, deu a assistência para o segundo e marcou o terceiro.

"Estou aqui para fazer grandes coisas com a Seleção (...) espero seguir assim e poder ser campeão, afirmou Vini.

- Defesa sem sofrer gols-

O bom desempenho ofensivo permite que Ancelotti respire aliviado antes do último jogo do Brasil no Grupo C, na próxima quarta-feira (24), contra a Escócia.

A partida em Miami, onde o ataque brasileiro finalmente poderá contar com o reforço do recuperado Neymar, vale a liderança do grupo e a classificação para ambas as equipes.

Mas a vitória contra os haitianos também teve outro ponto positivo: a Seleção quebrou uma sequência de seis jogos consecutivos sofrendo gols.

Apesar de não ter um ataque poderoso, o Haiti obrigou Alisson a fazer três defesas no segundo tempo, no qual os brasileiros diminuíram consideravelmente o ritmo que demonstraram nos primeiros 45 minutos.

Mas não foi apenas o goleiro do Liverpool que correspondeu. A defesa pareceu mais segura, com Danilo na lateral-direita, Marquinhos e Gabriel Magalhães formando a dupla de zaga e Douglas Santos na esquerda.

Danilo jogou mais recuado, dando liberdade para Douglas Santos avançar e permitindo que Vini Jr. jogasse mais centralizado.

"Era isso que esperávamos deste jogo: melhor qualidade, menos erros, maior eficiência no ataque e mais controle na defesa. Acho que a intensidade foi boa. Obviamente, ainda precisamos melhorar, e continuaremos evoluindo para chegar bem à fase de mata-mata", observou Ancelotti.

- Preocupação com Raphinha -

Talvez o único aspecto preocupante para a Seleção após a vitória seja a condição física de Raphinha, até então titular absoluto na ponta direita.