Diante de adversário frágil, seleção constrói vitória tranquila na Filadélfia e dá sinal de vida no Mundial após estreia ruim
benefício do assinante
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
benefício do assinante
Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.
Salvar para ler depois
Recurso exclusivo para assinantes
assine ou faça login
19.jun.2026 às 23h30 Atualizado: 19.jun.2026 às 23h52
Edição Impressa Diminuir fonte
Marcos Guedes Luciano Trindade
A seleção brasileira cumpriu seu papel, na noite de sexta-feira (19), e conquistou uma vitória muito tranquila sobre o Haiti.
Diante de um adversário que jamais pontuou na história da Copa do Mundo, impôs sua evidente superioridade técnica para triunfar por 3 a 0, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia (EUA), placar definido ainda no primeiro tempo.
Em busca de seu primeiro título mundial em 24 anos, a equipe verde-amarela de futebol tenta repetir o sucesso que os atletas do Brasil vêm obtendo no surfe, com oito dos últimos 11 troféus no circuito masculino.
E foi subindo em uma prancha imaginária que Matheus Cunha celebrou as duas primeiras bolas na rede.
Amigo de Italo Ferreira –campeão olímpico e mundial no mar–, o meia-atacante foi uma das apostas de Carlo Ancelotti após o decepcionante empate com Marrocos na estreia.
O camisa 9 teve ótimo desempenho em uma jornada na qual também marcou Vinicius Junior. A má notícia foi a saída de Raphinha por lesão.
Com a goleada, a equipe canarinho chegou aos quatro pontos e assumiu a liderança do Grupo C da Copa, com dois gols de vantagem sobre Marrocos –que fez 1 a 0 na Escócia.
Na rodada final da chave, na próxima quarta (24), o Brasil enfrentará a Escócia, em Miami Gardens, e Marrocos terá pela frente o Haiti, em Atlanta.
Diante do time da América Central, 83º colocado no ranking da Fifa (Federação Internacional de Futebol), além de Cunha, ganhou uma chance entre os titulares o lateral direito Danilo.
Dessa forma, foram para o banco Ibañez e Igor Thiago, mudanças que deram maior mobilidade à equipe em relação ao que foi visto no último sábado (13).
Não surpreendeu a formação defensiva adotada pelos haitianos, com uma linha de cinco marcadores apoiada por outra de quatro.
Porém o técnico Sebastién Migné gosta de atuar com essas linhas adiantadas, e Ancelotti soube tirar proveito do posicionamento, o que ajudou a deixar o triunfo praticamente garantido no primeiro tempo.
Sem nenhum jogador enfiado na área, o Brasil escolheu povoar o meio de campo, deixando os zagueiros centrais do Haiti sem função.
Quando eles avançavam à procura de alguém para caçar perto da linha do meio-campo, abria-se o espaço para bolas longas que buscavam Raphinha e Vinicius Junior às suas costas –Raphinha chegou a marcar, em lance anulado por impedimento.