Tudo o que existe no mundo é feito de partes bem pequenininhas que a gente não enxerga -são os átomos . Dentro deles tem partes ainda menores, que são os prótons, nêutrons e elétrons. Para entender como o mundo funciona, os cientistas precisam enxergá-los como se estivessem a olho nu. Mas como, se eles são invisíveis? Leia mais (07/24/2026 - 23h00)

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24.jul.2026 às 23h00

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Tudo o que existe no mundo é feito de partes bem pequenininhas que a gente não enxerga —são os átomos. Dentro deles tem partes ainda menores, que são os prótons, nêutrons e elétrons. Para entender como o mundo funciona, os cientistas precisam enxergá-los como se estivessem a olho nu. Mas como, se eles são invisíveis?

Para isso, eles usam um microscópio. Mas não aquele da escola. Eles construíram um grandão, do tamanho de um campo de futebol, que dá conta de iluminar as menores partes de qualquer material e meio que tirar uma foto dos átomos deles, com todos os detalhes, para estudá-los.

É o Sirius, na cidade de Campinas, no interior do estado de São Paulo. Ele fica dentro do CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais), que abriga vários laboratórios e uma faculdade chamada Ilum, que forma novos cientistas.

Dentro do Sirius, os elétrons viajam por tubos de metal e ficam dando voltas até atingirem uma velocidade muito rápida e emitirem raios de luz síncrotron, que são invisíveis a olho nu.

A luz síncrotron não é um tipo só de luz, mas um conjunto de luzes, como um arco-íris. Ela age como um raio-x, permitindo que os cientistas vejam detalhes muito pequenos dentro de qualquer coisa, como as células de seres vivos (desde plantas até humanos) e materiais, como microplásticos e átomos de cerâmicas muito antigas.

Essa máquina começou a ser construída em 2014 e funciona desde 2020. É uma das maiores e mais modernas desse tipo no mundo, e aberta para qualquer cientista que precise usá-la. Existem alguns parecidos com ele nos Estados Unidos, na França e na Suécia, mas o brasileiro é único na América Latina. Estudiosos de várias partes do mundo o usam para fazer pesquisa.

Talvez você já tenha ouvido falar de um outro acelerador de partículas, o Grande Colisor de Hádrons (LHC), que fica na Suíça. Ele é diferente do Sirius porque acelera as partículas até que elas colidam —para que os cientistas consigam ver o que há dentro delas. Já o Sirius acelera elétrons para gerar uma luz que vai atravessar as coisas e mostrar como elas são por dentro, sem quebrá-las, como um raio-x mesmo.

Enxergar as partes invisíveis das coisas ao nosso redor pode ajudar a criar remédios e novos tratamentos para doenças, por exemplo. Também dá para entender melhor os nutrientes das florestas e de outros biomas, além dos organismos de animais, para pensar em formas de conservá-los. Dar esse zoom gigante nas coisas pode dar ideias para invenções importantes também.

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