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O governo brasileiro avalia que as tarifas extras de 25% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros têm motivação política ligada às eleições presidenciais de outubro de 2026 no Brasil. Negociadores brasileiros trabalham para convencer os EUA de que um acordo comercial seria mais vantajoso do que o tarifaço recomendado pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR). O prazo para definir a aplicação das tarifas é 15 de julho. As informações são da Agência Brasil.

Existe a percepção de que o governo de Donald Trump deve evitar um acordo que possa favorecer o governo brasileiro diante da proximidade das eleições. Essa não seria uma negociação estritamente comercial, já que os EUA têm superávit com o Brasil, mas sim uma negociação inserida na nova política de segurança nacional de Trump de buscar a reinserção dos EUA no mundo sobre novas bases.

O Brasil rebateu que os argumentos não são legítimos e que a decisão parte de uma tentativa de ingerência em assuntos internos, além de expressar o protecionismo comercial unilateral de Washington. O governo questiona as tarifas com o argumento de que a tarifa média aplicada pelo Brasil sobre as importações dos EUA é de 2,7%, o que não justificaria o argumento de que as empresas norte-americanas seriam prejudicadas no acesso ao mercado brasileiro.