Tedros Adhanom, diretor-geral da organização, afirmou que, no momento, o fenômeno afeta cerca de 150 milhões de pessoas em todo o continente
Compartilhar matériaO diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou neste domingo (28) que a onda de calor na Europa resultou em mais de 1.300 mortes acima do esperado desde o último domingo (21).
Tedros também disse que o fenômeno, que ocorre "uma vez a cada geração" está acontecendo anualmente no continente, que não tem estruturas para suportar as altas temperaturas.
Ele destacou que, no momento, 150 milhões de pessoas estão sendo impactadas pelo calor extremo, classificando o fenômeno como "assassino silencioso".
Segundo a publicação, a OMS está atuando com seus Estados-Membros e parceiros para enfrentar as ameaças à saúde, com medidas de prevenção e o fortalecimento do sistema de saúde da região. Além disso, também incentiva os países europeus a implementares uma agenda de proteção de saúde contra mudanças climáticas.
Europe is the fastest-warming continent on Earth, heating at twice the global average. Right now 150 million people are living under extreme heat, hundreds have died, schools are shut, grids are buckling.
Driven by climate change and global warming, the phenomenon of the…
— Tedros Adhanom Ghebreyesus (@DrTedros) June 28, 2026
Mais cedo, a agência de saúde pública da França informou que pelo menos mil mortes acima do esperado foram registradas por conta da onda de calor, iniciada no último sábado (20).
A agência destacou que a maioria das fatalidades envolveu pessoas idosas e que esperava que a taxa de mortalidade aumentasse à medida que mais informações ficassem disponíveis sobre mortes em residências e casas de repouso.
O fenômeno é considerado por cientistas como a pior já registrada na Europa, que enfrenta mudanças climáticas mais rápidas que a média global.
A onda de calor tem se movido para o leste da Europa. Mas, embora a agência meteorológica francesa tenha dito que o calor extremo diminuiu na maior parte do país, algumas áreas no nordeste ainda estavam sob alerta.
A Ministra da Saúde, Stephanie Rist, disse ao jornal La Tribune que o impacto da onda de calor pode persistir por até 10 dias após as temperaturas amenizarem.
"O episódio não está terminado", ela disse à emissora BFM.
A maioria das mortes envolveu pessoas com 65 anos ou mais, embora os efeitos sobre a saúde do calor extremo tenham afetado todas as categorias da população, disse Santé Publique.
(Com informações de Makini Brice, da Reuters)


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