"A gente tem que discutir a boa política. É importante você ter um acirramento de boas propostas", afirma Carlos Muniz. - Foto: Matheus Ribeiro/Folha d Pernambuco No dia da publicação da pesquisa de intenções de voto Folha/IPESPE, o vereador do Recife Carlos Muniz (PSB) defendeu, em entrevista à Rádio Folha 96,7 FM nesta terça-feira (28), o bom senso durante a campanha eleitoral e o afastamento do ódio político.
No cenário de primeiro turno do levantamento, foi registrado um empate técnico entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito do Recife João Campos, que apresentam 46% e 44% das intenções de voto, respectivamente.
De acordo com Muniz, o acirramento é um elemento natural do processo democrático, desde que seja relacionado às propostas de cada candidato, e não aos discursos e conflitos pessoais.
“Esse empate técnico demonstra que vai ser uma disputa extremamente acirrada, e o que eu peço é que [os candidatos] tenham muito bom senso. A gente tem que discutir a boa política. É importante você ter um acirramento de boas propostas. É isso que o eleitor precisa para compreender os cenários políticos, mas também é preciso evitar o acirramento de ataques pessoais”, declarou o vereador.
Carlos Muniz pontuou, ainda, que presencia diariamente a Câmara Municipal do Recife ser “contaminada” por pautas eleitorais.
“Apesar da eleição ser estadual, a Câmara também é contaminada. E não é de agora: desde que houve a eleição municipal [2024], o ambiente muitas vezes é de agressões de ordem pessoal. Discussões como essas não trazem resultados para a sociedade pernambucana. Muitas vezes um cidadão comenta mais sobre a briga do que sobre o trabalho que deveria melhorar sua comunidade”, complementou Muniz.
Segundo o vereador, os debates eleitorais de teor político são importantes. Não podem, no entanto, se tornar o foco para a população, que deve continuar cobrando propostas para a educação, saúde e segurança, elencou Carlos Muniz.


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