Após decisão da Justiça do Amazonas, mãe de Geovana Martins aguarda a marcação do júri popular dos acusados pela morte da babá em Manaus.

Por Patrick Marques, g1 AM

24/08/2026 18h28 Atualizado 24/08/2026

Marta Costa aguarda a data do júri popular dos acusados de assassinar sua filha, Geovana Martins, em Manaus. A decisão pelo julgamento tornou-se definitiva em julho.

Geovana foi assassinada em agosto de 2024. A investigação da Polícia Civil aponta que ela sofria cárcere privado e exploração sexual por parte da ex-patroa Camila Barroso.

Enquanto a ex-patroa responde em prisão domiciliar, a acusação e a defesa apresentam testemunhas. Marta relata angústia com a espera e teme o esquecimento do caso.

Réus vão a júri popular pela morte de babá que era explorada sexualmente pela patroa

Dois anos após o assassinato de Geovana Costa Martins, de 20 anos, em Manaus, a mãe da jovem, Marta Costa, ainda aguarda a definição da data do julgamento dos réus. A Justiça do Amazonas decidiu que Camila Barroso da Silva, ex-patroa da vítima, e Antonio Cheton Lopes de Oliveira sejam submetidos ao Tribunal do Júri.

Geovana foi morta após sofrer tortura e espancamento em agosto de 2024, em Manaus. Segundo a investigação, ela era mantida em cárcere privado e explorada sexualmente pela patroa, apontada como autora do crime. O corpo da jovem foi encontrado em uma área de mata no bairro Tarumã, na Zona Oeste da capital. Antônio teria ajudado Camila na ocultação do corpo.

A decisão que levou os dois réus a júri popular foi proferida em abril deste ano e tornou-se definitiva em julho. O processo está agora na fase de preparação para o julgamento, mas ainda não há data definida para a sessão.

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Para Marta, a espera é angustiante e faz com que as lembranças da morte da filha voltem constantemente.

“Acima de tudo é angustiante, porque está mexendo o tempo todo, então traz memórias. Eu sinto muito porque quem mais sofre sou eu, porque sou mãe dela. Perdi minha filha dessa forma”, afirmou.

A mãe diz que espera que o julgamento seja marcado o quanto antes.

“Não vai trazer minha filha de volta, eu sei que não vai trazer ela de volta, mas eu vou ficar um pouquinho mais sossegada quando eu souber que todos estão pagando, presos atrás das grades”, disse.

Camila Barroso está em prisão domiciliar desde novembro de 2024, após a Justiça converter a prisão preventiva. Para Marta, o fato de a ex-patroa responder ao processo em liberdade aumenta a revolta da família.

“Hoje eu não tenho minha filha e ela está tendo a liberdade dela. Então o que vai sossegar o meu coração é quando eu já tiver essa data e acontecer o júri popular e saber que eles foram condenados”, afirmou.

Caso Geovana: veja cronologia do assassinato da babá até o júri popular

Babá Geovana Costa Martins, que tinha 20 anos, foi encontrada morta em Manaus. — Foto: Arquivo pessoal

Mãe conta que relação entre Geovana e patroa chamava atenção

Marta afirma que Geovana não costumava contar detalhes sobre a relação com Camila. Segundo ela, a filha dizia apenas que trabalhava como babá e cuidava da filha da patroa.