Protetores solares em aerossol foram proibidos na festa em Washington, e cada pessoa pode levar apenas uma garrafa de água

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4.jul.2026 às 15h57 Atualizado: 4.jul.2026 às 18h01

Diogo Bercito Isabella Menon

Em janeiro de 2025, o frio extremo atrapalhou a cerimônia de posse de Donald Trump. O evento teve de ser transferido às pressas para um espaço fechado, e o tradicional desfile foi cancelado.

Neste sábado (4), o mau tempo pode voltar a dificultar os planos do presidente. A celebração dos 250 anos da independência dos Estados Unidos, que Trump trata como uma espécie de comício, coincide com uma previsão de calor de 38°C, que impactou o horário de abertura do evento.

Antes, autoridades recomendaram que o público chegasse às 13h (14h pelo horário de Brasília) para a abertura dos portões. Com a forte onda de calor, o horário foi mudado para às 17h (18h no Brasil).

As temperaturas tórridas não são os únicos desafios para quem quer assistir ao evento, que culmina, no fim do dia, com uma apresentação de fogos de artifício que promete bater o recorde mundial.

Para chegar à área do evento, é preciso passar por uma estrutura de segurança que a imprensa local compara à dos aeroportos do país.

O governo classificou as festas da independência como um "evento nacional de segurança especial", a mesma categoria usada para as cerimônias de posse e para a competição esportiva Super Bowl.

Isso significa que há mais medidas de segurança do que o comum, incluindo o bloqueio de vias por veículos policiais, cercas e barreiras de concreto. O público tem de passar por detectores magnéticos.

As autoridades também proibiram a entrada de itens como geladeiras térmicas e cadeiras. São coisas que os americanos estão habituados a levar ao National Mall —um enorme gramado que vai do Capitólio ao Lincoln Memorial— durante as celebrações da independência.

Os americanos costumam celebrar o famoso 4 de Julho com churrascos e piqueniques, no que é tido como uma festa típica dos espaços públicos. Todas essas medidas, no entanto, transformaram o cenário na capital.

Gerou ainda mais críticas o fato de que os agentes federais proibiram a entrada de protetores solares em aerossol e só deixaram que cada pessoa trouxesse uma garrafa de água.

Além disso, o cerco de segurança também reduziu a área útil do parque.

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Como o discurso do presidente está previsto para as 21h45 (22h45 no Brasil) e os fogos só serão disparados por volta das 22h30 (23h30 no Brasil), quem quiser garantir um lugar na grama terá de encarar horas de confinamento sob o sol escaldante. Os serviços de emergência já se preparam para atender às vítimas de desidratação.