Senador se reúne em São Paulo com o presidente da legenda, Marcos Pereira, após sigla anunciar que havia desistido de lançar seu nome ao governo
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O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) se reúne com a cúpula do partido para resolver o impasse sobre sua candidatura ao governo de Minas Gerais. Ele não compareceu à convenção por luto e busca convencer Marcos Pereira, presidente nacional, mesmo liderando as pesquisas de intenção de voto. A negociação envolve também a candidatura do irmão.
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O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) viajou a São Paulo nesta quinta-feira, 30, para se reunir à noite com o presidente nacional do partido, Marcos Pereira, e o presidente do diretório mineiro, Euclydes Petersen, para discutirem o impasse sobre a sua candidatura ao governo de Minas Gerais.
A negociação deve passar, inclusive, pela candidatura do irmão de Cleitinho, o ex-prefeito de Divinópolis Gleidson Azevedo, a deputado federal. Caso o partido decida manter o veto a Cleitinho, impedindo que ele seja candidato ao governo de Minas, Gleidson dirá que não vai mais disputar uma vaga da Câmara, impactando diretamente a expectativa de crescimento da bancada federal do Republicanos em Minas Gerais.
Na noite da quarta, 29, durante coletiva de imprensa, Cleitinho já havia afirmado que tentaria se reunir com Pereira para “tentar tocar o coração dele” e conseguir ser candidato. “Eu mandei uma mensagem para o presidente. Que fique registrado aqui o meu respeito e minha admiração pelo presidente Marcos Pereira. Falei no domingo, depois da convenção, dizendo que eu serei candidato a governador, e a gente ficou de conversar nesta semana (…). Não sei o que mudou de ontem para hoje (…). Não consegui encontrá-lo hoje porque estou em Minas e ele está em São Paulo. Agora, vou tentar conversar com ele amanhã de todo jeito para poder tocar o coração dele e oficializar a minha candidatura“, comentou.
O Republicanos divulgou na manhã de quarta-feira, 29, que Cleitinho não seria candidato ao governo mineiro porque não foi à convenção estadual do partido no último sábado, 25. À noite, o senador explicou que não participou ao evento porque estava de luto pela morte de seu irmão mais novo, Matheus Azevedo, que morreu vítima de um câncer no sábado anterior, dia 18.
Cleitinho lidera com folga todas as pesquisas de intenção de voto para o governo mineiro há mais de um ano, com cerca de 35% a 40%, como mostra o último levantamento da Genial/Quaest, divulgado há dois dias.
Caso ele não consiga reverter a situação do partido, a tendência é que uma aliança se forme em torno do ex-deputado federal Marcelo Aro (PP), unindo a federação União-PP, PL e Republicanos.
VEJA entrou em contato com Marcos Pereira, mas não obteve retorno até o momento da publicação desta reportagem.

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