Parte da maior espécie de cobra do mundo, a píton-reticulada Jodie Foster está curada de um tumor na mandíbula e já voltou a comer normalmente
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Introdução A píton-reticulada Jodie Foster foi salva por um tratamento inovador contra o câncer. Após um tumor maligno na mandíbula, veterinários do Zoológico de Chester aplicaram eletroquimioterapia, técnica usada em humanos, pela primeira vez em uma cobra. A cirurgia foi desafiadora, mas Jodie se recuperou e está livre da doença. Leia a história completa.
Principais Tópicos
Píton com tumor maligno na mandíbula. Tratamento inovador de eletroquimioterapia. Primeira vez que a técnica foi usada em uma cobra. Jodie Foster se recuperou totalmente e está sem câncer. Desafios e improvisos na cirurgia de uma cobra gigante.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Há dois anos, cuidadores do zoológico de Chester, na Inglaterra, perceberam que a píton-reticulada Jodie Foster estava se movendo mais devagar e comendo menos. Quando a examinaram, identificaram um tumor maligno em sua mandíbula. Ele foi retirado cirurgicamente, mas voltou a crescer no mesmo local em cerca de um ano.
O tumor dificultava a alimentação da cobra, cuja espécie é a maior do mundo. Os veterinários acreditavam, entretanto, que outra cirurgia, sozinha, não seria capaz de salvá-la. Estudando possibilidades, eles resolveram testar a eletroquimioterapia em Jodie.
Essa terapia foi testada em seres humanos pela primeira vez na década de 1990, e consiste na aplicação de pulsos elétricos curtos e intensos no local do câncer. Esses pulsos aumentam a permeabilidade das células temporariamente, e contribuem para que a medicação da quimioterapia seja melhor absorvida. Isso significa que doses menores de quimioterapia podem ser utilizadas, muitas vezes em um único procedimento.
Depois do procedimento, em outubro de 2025, a boca de Jodie cicatrizou rapidamente, e ela logo retomou sua dieta habitual e começou a ganhar peso. Hoje, ela já voltou a caçar e está oficialmente livre do câncer.
As pítons conseguem deslocar a mandíbula para engolir presas muitas vezes maiores que a própria cabeça, e meses de observação desde a cirurgia mostraram que Jodie continua a atacar, agarrar e engolir alimentos sem dificuldade. Ela voltou a ser a mesma “alegre e cheia de energia” de sempre, segundo um comunicado do zoológico
Na prática, algumas partes da cirurgia tiveram de ser improvisadas. Para começar, não havia mesa que acomodasse uma cobra de 5 metros de comprimento e 50 kg – então, duas mesas foram unidas. O animal foi anestesiado dentro de seu próprio viveiro e depois transportado para o centro veterinário. Veja mais no vídeo abaixo.
A anestesia durou cerca de 90 minutos, e o animal teve de ser aquecido com cobertores e ar quente. “Conseguimos remover parte de sua mandíbula e, em seguida, aplicamos um medicamento quimioterápico no tecido remanescente”, contou Ian Ashpole, veterinário conservacionista do Zoológico de Chester, à Associated Press.
“A eletroquimioterapia é um tratamento emergente, e esta foi a primeira vez que foi utilizada em uma cobra. O sucesso desse tratamento é uma prova do poder da colaboração” disse, em nota, José Alvares Picornell, do Departamento de Ciências Clínicas de Pequenos Animais da Universidade de Liverpool. “Publicaremos formalmente os detalhes do procedimento para que os colegas veterinários de todo o mundo possam aprender com nossa abordagem e desenvolvê-la.”
“Vê-la de volta ao seu jeito normal, alegre e cheia de energia, tem sido incrivelmente gratificante. Há alguns meses, nós realmente não sabíamos se ela sobreviveria. Agora ela está se alimentando normalmente, explorando seu habitat e se comportando exatamente como esperávamos”, afirmou Ashpole, em nota. “Um dia estamos tratando um sapinho que pesa apenas alguns gramas; no dia seguinte, estamos levando uma píton de 4,5 metros para a sala de cirurgia. É isso que torna esse trabalho tão interessante e divertido.”




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