Oftalmologista explica por que o tempo de uso após a abertura do frasco exige atenção e cuidados
Os colírios fazem parte da rotina de milhões de brasileiros, seja para tratar alergias, ressecamento, irritações ou doenças oculares que exigem acompanhamento contínuo.
No entanto, uma dúvida bastante comum ainda gera confusão: afinal, a validade impressa na embalagem continua valendo depois que o frasco é aberto?
Segundo o oftalmologista Dr. Antônio Sardinha, a resposta é não.
Embora o medicamento apresente uma data de validade definida pelo fabricante, esse prazo se refere ao produto ainda lacrado.
Após a abertura, o tempo de uso costuma ser bem menor e varia de acordo com a composição e as orientações da bula.
Em muitos casos, o descarte deve ser feito entre sete e 30 dias.
"Depois de aberto, o colírio fica exposto ao contato com o ar e, principalmente, a micro-organismos que podem contaminar o produto, tornando seu uso inseguro", explica o especialista.
Essa contaminação pode ocorrer mesmo quando o frasco aparenta estar em boas condições.
Um dos erros mais comuns é encostar a ponta do aplicador nos olhos, nos dedos ou em outras superfícies, facilitando a entrada de bactérias e outros micro-organismos que comprometem a qualidade do medicamento.
Além do risco de contaminação, o uso do colírio após o período recomendado pode reduzir a eficácia do tratamento e aumentar as chances de complicações.
"Além de perderem a eficácia, eles podem causar irritações, alergias e até infecções oculares, que demandam tratamentos mais complexos", alerta Dr. Antônio Sardinha.
Para evitar esses problemas, o oftalmologista orienta que o paciente adote alguns cuidados simples no dia a dia.
O primeiro deles é sempre conferir as recomendações da bula sobre o tempo de uso após a abertura do frasco.
Também é importante manter o medicamento bem fechado, armazená-lo conforme as orientações do fabricante, longe de calor excessivo e da luz solar direta e nunca utilizar o produto caso apresente alterações de cor, cheiro ou consistência.
Outra recomendação é anotar a data em que o frasco foi aberto.
Esse hábito facilita o controle do prazo de descarte e reduz o risco de utilizar um medicamento que já não oferece segurança para os olhos.
O especialista também reforça que qualquer reação inesperada, como ardência intensa, vermelhidão persistente, dor ou piora dos sintomas, deve ser avaliada por um oftalmologista.
A automedicação ou a reutilização de colírios antigos podem atrasar o diagnóstico e agravar problemas oculares.
"Cuidar da higiene e observar esses cuidados simples ajuda a preservar a saúde dos olhos e a eficácia do tratamento", conclui Dr. Antônio Sardinha.
Pequenas atitudes, como respeitar o prazo de uso após a abertura e armazenar corretamente o medicamento, fazem diferença para manter a eficácia do tratamento e reduzir o risco de infecções e outras complicações oculares.



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