Pré-candidato ao governo de Pernambuco, João Campos faz a festa pelas ruas do interior ao lado de aliados - Foto: Edson Holanda/Divulgação O São João em Pernambuco em ano eleitoral não respira apenas forró, quadrilhas e comidas típicas. Respira, sobretudo, articulação política nos grotões ou nas cidades-polo.

Para qualquer candidato majoritário, o apoio dos gestores municipais é o remelexo  para dar musculatura à campanha e ajudar a alcançar as 184 municípios do estado. A governadora Raquel Lyra (PSD) larga em vantagem numérica: contabiliza mais de 140 prefeitos, turbinados por recursos estaduais e reforço da segurança pública nos festejos. O desafio de João Campos, em pré-campanha desde abril, era romper o cerco governista. Em menos de uma semana, desbravou cinco polos juninos: Araripina, Serra Talhada e Arcoverde, no Sertão, Gravatá e Caruaru, no Agreste. Sem o conforto dos camarotes oficiais, unificou a forma de aproveitar as festividades e testou o corpo a corpo. Não se limitou ao cercadinho VIP, mesmo onde tem apoio dos gestores Evilásio Mateus (PDT), em Araripina, e Márcia Conrado (PT), em Serra. A regra foi uma só: misturar-se à multidão. Em Araripina, foi forró e jogo da Seleção no meio da rua; em Serra, arraial na zona rural, e Corrida da Fogueira; e em Arcoverde a chapa e integrantes da Frente Popular serguiram a 14ª Caminhada do Forró. Ontem, um dia após a visita da governadora, chegou a Gravatá. Depois, Alto do Moura, em Caruaru, não só a Capital do Forró, mas o principal reduto eleitoral de Raquel Lyra, terra  que administrou por cinco anos. O pré-candidato preencheu a ausência de tapetes estendidos por prefeitos pelo asfalto como passarela. Diz que deu certo.