É difícil imaginar que o distrito e o bairro do Belém, ou Belenzinho, um dia tenham sido lembrados por seus pomares. Cortada pela Radial Leste e pela Celso Garcia, avenidas que poderiam figurar num remake do incômodo filme "Koyaanisqatsi" (com o caos da urbanização), a região vem se destacando no competitivo mercado imobiliário da zona leste. Leia mais (06/26/2026 - 23h00)
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26.jun.2026 às 23h00
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É difícil imaginar que o distrito e o bairro do Belém, ou Belenzinho, um dia tenham sido lembrados por seus pomares. Cortada pela Radial Leste e pela Celso Garcia, avenidas que poderiam figurar num remake do incômodo filme "Koyaanisqatsi" (com o caos da urbanização), a região vem se destacando no competitivo mercado imobiliário da zona leste.
Se não é assim um Tatuapé, seu vizinho imediato à leste, ou uma Mooca, no lado sul, os dois grandes destinos aspiracionais da ZL, o Belenzinho come literalmente pelas beiradas, aproveitando-se dessas cercanias e, sim, de seus próprios atrativos.
Por exemplo: ali está o Parque Estadual do Belém, de 292 mil m², que um dia, há não muito tempo, serviu como unidade da Febem. Hoje, árvores da mata atlântica nativa convivem com gramados e brinquedos para crianças; no local também fica uma Fábrica da Cultura do Estado de São Paulo, equipamento presente em outros bairros mais distantes do Centro.
Também tem o Sesc Belenzinho, diamante maior da rede, com seu parque aquático com mais de 2.000 m² de espelho d'água e espaços consagrados para shows e peças teatrais.
E, se num exercício de abstração, olharmos adiante, a construtora Porte promete o Urman, que levará para a Radial Leste um complexo de uso misto com centro de convenções, shopping, 11 salas de cinema, hotel, e teatro de 1.500 lugares.
Com tudo isso, não dá para dizer que os últimos 12 meses até abril, quando foram lançados 695 imóveis novos, segundo o Secovi, tenham sido de fervo no Belenzinho. Agitação mesmo reinou no período anterior, de maio de 2024 a abril de 2025, com 4.327 lançamentos.
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Seja como for, diversos quarteirões do distrito vêm mudando de cara, e a Plano&Plano, especializada em habitação social, é uma das incorporadoras a protagonizar esse "extreme makeover" do distrito. Com seu Plano&Mais Belém, ela joga mais 930 apartamentos no mercado, 85% deles já comercializados.
O terreno onde serão fincadas as três torres do empreendimento pertenceu a uma fábrica de artigos de cobre, uma das tantas que se estabeleceram na vizinhança da linha do trem Santos-Jundiaí, que ajudou a fazer de São Paulo a proverbial locomotiva do país, ao carrear o café do interior paulista para o porto de Santos.
Diretora de incorporação da Plano&Plano, Renée Silveira lembra de outro "feature" nostálgico do Belenzinho, o fato de o distrito ter sido um dia considerado "o melhor ar da zona leste". Muito mais tangível é outro aspecto que ela destaca, a presença de duas estações de metrô no distrito, Belém e Bresser-Mooca, ambas da linha 3. "O morador que um dia morou no fundão da zona leste ganha aqui proximidade com o Centro, economiza estações."
A habitação social prolifera, muito por conta dos estímulos financeiros de verticalizar áreas da antiga várzea do Tietê, mas o Belenzinho está também a testemunhar um upgrade de clientela. Se entre maio de 2024 a abril de 2025 57% dos lançamentos eram da faixa mais básica de preço, no período posterior as faixas que se destacam são as intermediárias, até R$ 400 mil, que triplicou; e entre R$ 400 mil e R$ 600 mil, que dobrou.
Produtos de padrão ainda mais alto, de até R$ 1 milhão, respondem por 6% dos lançamentos no distrito, levando heterogeneidade à região. É o caso do Living Pacific Belém, da magikLZ, com apartamentos a partir de 74 m² com valor de metro quadrado de R$ 14 mil e itens de lazer como deque de ioga e quadras de tênis e beach tennis, entre outros.
"É um dos nossos empreendimentos mais especiais dos últimos tempos. Um produto exclusivo, com área de lazer comparável a de grandes clubes", diz Ricardo Zylberman, diretor de operações da magikLZ, que informa que apenas 5% dos 224 apartamentos do Pacific ainda não foram comercializados.



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