Viracopos capacita 75 profissionais para combater tráfico de pessoas e exploração sexual Os funcionários do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), têm passado por uma capacitação para identificar vítimas de tráfico e exploração sexual. O trei…
Por Aline Nascimento, Isadora de Paiva*, g1 Campinas e Região
01/08/2026 03h00 Atualizado 01/08/2026
Funcionários de Viracopos, em Campinas, recebem treinamento para identificar vítimas de tráfico e exploração sexual. A ação reuniu 75 trabalhadores nesta sexta-feira (31).
A capacitação de duas horas ensina a reconhecer "bandeiras vermelhas", como comportamento atípico e problemas com documentos, sem usar estereótipos.
O curso diferencia o contrabando do tráfico de pessoas, focado na exploração. Segundo a OIT, 80% das vítimas de tráfico passam por postos oficiais de fronteira, como aeroportos.
A meta é criar uma rede interna de proteção no aeroporto. Os funcionários devem apenas acolher as vítimas e acionar o fluxo interno, sem realizar investigações próprias.
Viracopos capacita 75 profissionais para combater tráfico de pessoas e exploração sexual
Os funcionários do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), têm passado por uma capacitação para identificar vítimas de tráfico e exploração sexual. O treinamento aborda temas como quebra de estereótipos e reconhecimento de problemas documentos.
Cerca de 2,5 mil trabalhadores já participaram das atividades. O g1 acompanhou uma delas na tarde desta sexta-feira (31), que contou com as presenças de 75 profissionais que atuam no atendimento do aeroporto.
🔍 A capacitação faz parte de uma parceria com a Childhood Brasil, braço nacional da World Childhood Foundation, organização sem fins lucrativos criada pela rainha Silvia, da Suécia.
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✍🏿 O treinamento dura duas horas e segue as normativas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). É realizado sob a ótica dos direitos humanos e com o objetivo de acolher as vítimas.
A principal orientação dada aos trabalhadores é prestar atenção às chamadas red flags — "bandeiras vermelhas", em inglês —, que podem incluir comportamentos atípicos, problemas com documentos e inconsistências nas rotas ou nos motivos apresentados para a viagem.
“Não existe um perfil de uma vítima. A gente tem de olhar para um caso concreto e identificar ali comportamentos. E, a partir desses comportamentos, identificar que ali pode estar ocorrendo uma situação de exploração”, afirmou a consultora da Childhood Graziella Rocha, que ministra o curso.
Quebra de estereótipos
Renata observa pessoas que passam por Viracopos; ela participou da capacitação — Foto: Reprodução/EPTV
Durante o treinamento, os funcionários foram orientados a não basear a identificação de possíveis vítimas em características físicas, roupas, idade, nacionalidade ou qualquer outro estereótipo. A análise deve considerar o contexto de cada situação e possíveis sinais de vulnerabilidade.
A capacitação aborda o tráfico de pessoas como um crime complexo, que pode ocorrer em diferentes contextos e ter diversas finalidades. Entre as situações apresentadas aos profissionais estão:
A exploração sexual de adultos, crianças e adolescentes; O trabalho análogo à escravidão, inclusive em atividades domésticas e rurais; A adoção ilegal; Situações de migração internacional ou interna associadas à servidão.
A coordenadora de segurança de Viracopos, Renata Almeida, participou da capacitação e explicou que as atividades ajudam a observar padrões que possam indicar que uma pessoa está em risco.


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