O jogador japonês de futebol mais conhecido da história não é Kazu Miura, Kunishige Kamamoto, Hidetoshi Nakata, Shunsuke Nakamura, Shinji Kagawa, Keisuke Honda ou os atuais Kaoru Mitoma, Wataru Endo e Takefusa Kubo.O símbolo máximo de bolas nos pés no
O jogador japonês de futebol mais conhecido da história não é Kazu Miura, Kunishige Kamamoto, Hidetoshi Nakata, Shunsuke Nakamura, Shinji Kagawa, Keisuke Honda ou os atuais Kaoru Mitoma, Wataru Endo e Takefusa Kubo.
O símbolo máximo de bolas nos pés no país que enfrenta o Brasil na primeira rodada de confrontos eliminatórios da Copa do Mundo-2026, amanhã, em Houston, atende pelo nome de Oliver Tsubasa.
Acontece que Tsubasa é como Goku, Seiya, Naruto, Luffy e Pikachu: não é de carne e osso; só existe nas páginas de mangás e nas telas dos animes.
O personagem, livremente inspirado em Musashi Mizushima, jogador de verdade que passou pelas categorias de base do São Paulo na década de 1970, é o protagonista de "Captain Tsubasa", desenho que teve papel central na popularização do futebol no Japão e que no Brasil foi originalmente transmitido com o nome de "Super Campeões".
Quando a obra foi lançada, primeiro como quadrinhos, em 1981, e, dois anos mais tarde, como desenho animado, "tudo era mato" na modalidade em terras nipônicas.
Os nipônicos não passavam nem perto de uma classificação para a Copa do Mundo, sequer haviam disputado a fase final da Copa da Ásia ainda e tinham um campeonato nacional que era jogado por times amadores, normalmente atrelados a fábricas.
Assista aos jogos da Copa ao vivo no SBT pelo UOL Play. Assine agora a partir de R$ 14,90/mês
O sucesso de Tsubasa deu o pontapé inicial para uma revolução. De repente, por causa do personagem, as crianças japonesas passaram a ter interesse pela modalidade (tanto para praticá-la, quanto para consumi-la), e ela precisou evoluir para acompanhar essa expectativa.
Foi nessa esteira que o Japão atraiu para o país Zico, um dos protagonistas do futebol brasileiro na década de 1980, e criou sua liga profissional, a J-League, cuja primeira edição foi disputada em 1993.
Cinco anos depois, a seleção nipônica se classificou pela primeira vez para uma Copa do Mundo. E sua chegada ao torneio foi realmente uma virada de chave, já que, desde então, ela nunca mais se ausentou de nenhuma edição.
Hoje, o Japão também é o maior vencedor da história da Copa da Ásia (quatro títulos), tem uma seleção formada quase que exclusivamente por jogadores que atuam nas principais ligas nacionais da Europa e virou um adversário capaz de bater de frente com qualquer um, inclusive com o Brasil.
Tudo isso graças a um quadrinho que virou desenho animado.
A presença de uma rodada extra de mata-matas, anterior às oitavas de final e reunindo 32 seleções, é uma das ferramentas implantadas pela Fifa para viabilizar o formato que estreia nesta Copa.
Por conta dessa mudança, as seleções finalistas do Mundial-2026 terão de disputar oito partidas, uma a mais do que previa o calendário as últimas edições do torneio.
A Copa que está em andamento é a mais grandiosa já realizada. Pela primeira vez na história, tem jogos espalhados por três países diferentes: Canadá, EUA e México. Também estabelece novos recordes de número de seleções participantes (48, contra 32 das últimas sete edições do torneio), jogadores inscritos (mais de 1.200) e partidas disputadas (104).
A decisão do Mundial está marcada para o dia 19 de julho e terá o MetLife Stadium, em Nova Jérsei, nos EUA, como palco.
Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.


0 Comentário(s)
Deixe seu comentário