Com votos de alguns republicanos, a câmara baixa do Congresso aprovaram uma resolução não vinculativa. Guerra já dura quatro meses e custou a vida a 18 militares norte-americanos.

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A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos (EUA) aprovou esta quinta-feira uma resolução que exige autorização do Congresso para a continuação da guerra contra o Irão, numa demonstração de descontentamento com a estratégia do Presidente Donald Trump.

A resolução foi aprovada na câmara baixa do Congresso por 214 votos contra 208, com alguns republicanos a juntarem-se aos democratas, e segue agora para o Senado (câmara alta), que deverá analisar uma iniciativa semelhante ainda esta quinta-feira.

Embora não seja vinculativa, a votação representa um novo aviso político ao Presidente republicano, numa altura em que a guerra se prolonga, aumenta o número de militares norte-americanos mortos e crescem as dúvidas, inclusive entre membros do Partido Republicano, sobre os objetivos da intervenção.

A maioria dos republicanos votou contra a resolução, defendendo a manutenção da atuação militar da administração Trump.

Os ataques aéreos norte-americanos contra o Irão prosseguem enquanto permanecem bloqueadas as negociações diplomáticas e continua a disputa pelo controlo do estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo, cuja perturbação tem contribuído para a subida dos preços da energia.

Trump tem acompanhado de perto as votações no Congresso e tem criticado publicamente os republicanos que se afastam da posição da Casa Branca.

Também no Senado têm surgido sinais de desconforto entre republicanos.

Entretanto, sondagens recentes indicam que a maioria dos norte-americanos desaprova a forma como Trump está a conduzir o conflito com o Irão.

Um inquérito do jornal The Washington Post/Ipsos, divulgado este mês, concluiu que poucos eleitores consideram que a guerra tenha valido a pena, embora cerca de seis em cada dez republicanos continuem a apoiar a intervenção militar e acreditem que esta poderá impedir o Irão de desenvolver armas nucleares.