Organizadores do Grand Slam vetaram transmissão, mas público fica atento ao celular

benefício do assinante

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

benefício do assinante

Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.

Salvar para ler depois

Recurso exclusivo para assinantes

assine ou faça login

Os organizadores de Wimbledon deixaram claro que os jogos da Copa do Mundo não serão exibidos nas telas do All England Club. No entanto, o futebol se infiltrou no torneio de todas as formas possíveis: desde os celulares dos espectadores até as coletivas de imprensa dos tenistas.

Na quarta-feira (1º), a Inglaterra sofreu mais do que o esperado contra a República Democrática do Congo, mas conseguiu empatar aos 30 minutos do segundo tempo, para depois acabar vencendo.

Um estrondo soou pelas quadras principais no momento do empate, acompanhado de aplausos.

"Pensei que os aplausos eram para nós", brincou após a partida a tcheca Barbora Krejcikova, depois de derrotar a atual campeã de Roland Garros, Mirra Andreeva.

Nas arquibancadas, muitos torcedores acompanhavam o jogo pelos celulares, alternando a atenção entre as quadras do sudoeste de Londres e o estádio de Atlanta, nos Estados Unidos.

O torneio londrino, que começou em 29 de junho e terminará em 12 de julho, coincide com a disputa da Copa do Mundo.

Desde o primeiro dia, Sally Bolton, diretora executiva do All England Club, onde o Grand Slam acontece, deixou claro que o campeonato de futebol não seria transmitido em Wimbledon.

Mas, "se as pessoas quiserem assistir ao jogo no celular, não vamos impedi-las", afirmou Bolton.

A pergunta inevitável era se os organizadores consideravam frustrante ver espectadores em um dos cenários mais emblemáticos do tênis mundial atentos a uma tela em vez da quadra.

"Há coisas que podemos controlar e outras que não. No final, isso também gera momentos de cumplicidade e bom ambiente entre as pessoas", respondeu na sexta-feira (3) Jamie Baker, diretor do torneio. "Não acreditamos que isso afete o clima que se vive nas quadras", acrescentou.

Outros esportes modificaram seus horários para evitar coincidir com a Copa do Mundo.

Foi o que aconteceu com uma partida de críquete entre os Derbyshire Falcons e os Lancashire Lightning, que na quarta atrasou seu início até depois do confronto entre Inglaterra e República Democrática do Congo.

Em Wimbledon, no entanto, essa possibilidade nem sequer é considerada.

"Meu telefone não para de tocar com pedidos dos jogadores sobre a programação", comentou entre sorrisos Baker, embora tenha esclarecido que essas solicitações respondem a "muitíssimas razões" e não apenas à Copa.