Há cinco anos, Cleusa Uenaka topou o desafio que viu em uma live: correr um quilômetro por dia durante um mês consecutivo. O teste deu tão certo que logo vi...
Há cinco anos, Cleusa Uenaka topou o desafio que viu em uma live: correr um quilômetro por dia durante um mês consecutivo. O teste deu tão certo que logo virou rotina. Hoje, ela corre 5 km todos os dias, além de fazer musculação, fisioterapia e algumas caminhadas. Detalhe: ela tem 75 anos.
A história de Dona Cleusa —como é carinhosamente conhecida— ajuda a derrubar uma ideia comum: a de que existe idade para começar a se exercitar. Embora alimentação, sono e controle do estresse sejam pilares importantes para envelhecer bem, movimentar o corpo também tem papel fundamental. Estudos mostram que a prática regular de atividade física está associada à prevenção de doenças cardiovasculares, alguns tipos de câncer e transtornos como depressão e ansiedade.
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Dona Cleusa estreia hoje uma videocoluna no perfil de VivaBem no Instagram para compartilhar sua experiência com a atividade física, que trouxe muitos benefícios. "A disposição, essa alegria que eu não sentia há muito tempo, voltou." A seguir, ela conta cinco mudanças (para melhor) que vem sentindo desde que adotou os exercícios como parte da rotina.
Antes de começar a se exercitar, Dona Cleusa conta que sentia diariamente diversas dores no corpo. "Depois que comecei, insisti um pouquinho, como se estivesse falando para a mente: 'pode ir que vai melhorar; continua!' E foi isso que aconteceu quando o corpo começou a se fortalecer."
A melhora foi tão grande que ela também abandonou os analgésicos que usava com frequência. "Não precisei mais!"
Outra mudança importante aconteceu durante a noite: Dona Cleusa notou que passou a conseguir dormir noites inteiras, sem acordar. Além disso, a qualidade do sono também melhorou, com um descanso mais reparador.
"Você já vai dormir mais cansada porque teve atividade o dia todo. Não fica acordando no meio da noite pensando nas coisas que vai fazer no dia seguinte."
O sono mais longo também impactou a saúde mental, reduzindo a ansiedade que sentia no dia a dia. "Isso sumiu completamente, passei a acordar bem mais leve."
A prática de atividade física também melhorou o humor de Dona Cleusa. Parte disso, ela acredita, veio por causa da convivência com outras pessoas que também fazem exercício.
"Quando você participa das provas, é uma energia que contagia. Não tem como você ficar triste no meio de todo aquele povo."
Hoje, ela sente que recuperou uma versão antiga de si mesma. "Eu voltei a ter 16 anos porque sinto que consigo fazer tudo o que fazia naquela idade. Eu sou outra pessoa. Voltei a sorrir como antigamente."
Com a prática regular de exercícios, os hábitos alimentares também mudaram. "Antes eu escolhia muita coisa para comer e não comia nada. Hoje entendi o valor da alimentação no meu dia a dia."
Ela passou a prestar mais atenção no que coloca no prato e consome mais proteínas e outros nutrientes que o corpo precisa para se fortalecer. "Consigo me alimentar melhor."
A relação com a hidratação também mudou: se antes dona Cleusa tinha dificuldade para manter uma boa ingestão de água diariamente, hoje se hidrata bem melhor.
As mudanças refletiram em todo o funcionamento do organismo. O intestino, que costumava ser preguiçoso, se tornou mais regulado. A digestão, que também era lenta, melhorou. "Nada disso acontecia antes da atividade física."
Talvez a mudança que mais emocione Dona Cleusa seja a recuperação da autonomia: "Hoje eu sento no chão e me levanto sem precisar de ajuda."
Ela lembra que, antes, evitava situações desse tipo porque sentia vergonha. "Se me convidassem para sentar no tapete, eu pegava um banquinho."
A recuperação da autonomia e da confiança fez com que ela também voltasse a dirigir, coisa que não fazia há alguns anos. "Eu dirijo sozinha, mesmo de noite, sem problema nenhum."
A videocoluna de Dona Cleusa vai ao ar todas as quintas no perfil de VivaBem no Instagram.



