Embaixador afirmou que o país considera usar o Brasil como plataforma de exportações para Europa e Caribe
Embaixador afirmou que o país considera usar o Brasil como plataforma de exportações para Europa e Caribe
Poder360 - 3.jul.2026
de Brasília 4.jul.2026 (sábado) - 6h00 Siga o Poder360 no Google
Cuba aprovou, em 17 de junho, um pacote de reformas econômicas que combina abertura ao setor privado com a manutenção do controle político centralizado. Para o embaixador do país no Brasil, Víctor Cairo, a flexibilização é uma oportunidade para a entrada de setores brasileiros de agropecuária e de energia na ilha.
Assista à entrevista (50min26s):
Cuba avalia propor que o Brasil funcione como uma plataforma de exportação para mercados do Caribe e da Europa, utilizando produção financiada por investimentos brasileiros. A ilha também vê potencial nos setores açucareiro, energético e de biofarmacêutica.
O pacote apresentado pelo presidente cubano, Míguel Díaz-Canel (Partido Comunista de Cuba, esquerda), é uma resposta de emergência a pior crise econômica, energética e social enfrentada pelo país em décadas. Segundo Cairo, há urgência na implementação das medidas, principalmente por causa dos novos bloqueios energéticos impostos pelos Estados Unidos desde janeiro.
Há preocupação de que Washington imponha restrições aos estrangeiros que demonstrem interesse em investir em Cuba. O tema tem sido discutido entre autoridades cubanas e brasileiras.
O embaixador cubano também se opôs às possíveis sanções que podem ser aplicadas pelos Estados Unidos contra o Brasil. O presidente norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano), quer impor tarifas que, somadas, poderão chegar a 37,5%.




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