Conhecido pela aplicação tática, atacante valoriza disposição dos atletas da seleção para executar funções silenciosas
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3.jul.2026 às 18h13 Atualizado: 3.jul.2026 às 18h43
Luciano Trindade Marcos Guedes
Basking Ridge (Nova Jersey)
Matheus Cunha conseguiu se firmar na seleção brasileira durante a Copa do Mundo exercendo uma função muito valorizada por Carlo Ancelotti: a de atacante capaz de participar da construção das jogadas, recuar para se conectar com o meio de campo e abrir espaço para os companheiros, em vez de apenas ficar perto da área à espera da bola.
O paraibano também participa do sistema defensivo, inclusive nas bolas paradas. Sua estatura é exatamente a média do elenco, 1,83 m, e ele será um dos escalados para tentar atrapalhar o centroavante Erling Haaland, de 1,95 m, nas oitavas de final, contra Noruega.
O atacante brasileiro disse que nunca teve dificuldade para exercer funções menos visíveis para os torcedores em prol de seus companheiros. "Sempre tive isso comigo de uma forma muito tranquila, coerente dentro de mim: saber que muitas funções, às vezes, vão ser funções que, para os grandes olhos, vão ter, entre aspas, menos valor", afirmou.
Para o camisa 9, esse entendimento é compartilhado por seus companheiros de equipe.
"Muitos dos nossos jogadores são protagonistas em seus clubes. Mas, na seleção, nem todos podem exercer esse protagonismo o tempo todo. Há momentos em que ele precisa ser deixado de lado para que o trabalho coletivo seja o foco principal", afirmou Cunha.
A importância da humildade também fez parte do discurso do lateral-esquerdo Douglas Santos. O jogador destacou que conquistou sua vaga na equipe fazendo o básico com "excelência".
"Acho que esse feijão com arroz bem temperado que todo mundo está falando é fazer o simples com excelência. Eu estou me preparando muito, me preparei muito para chegar à seleção depois de nove anos. Então não queria perder essa oportunidade e estou fazendo tudo o que Mister e sua comissão vêm pedindo. Graças a Deus vem dando certo, vou continuar dando o meu melhor para que esse feijão com arroz bem temperado possa continuar alegrando todo torcedor brasileiro", disse o lateral.
Autor de três gols nesta Copa do Mundo, Matheus Cunha acredita que essa consciência coletiva que esteja ajudando no destaque individual de alguns jogadores, como ele próprio.
"Fico muito feliz de poder estar ajudando de todas as formas, sabendo bastante que o foco em fazer gol e ajudar também com números é algo muito importante", afirmou.
No treino desta sexta-feira (3), além das finalizações, ele foi orientado por Carlo Ancelotti sobre as suas funções na defesa, principalmente nas bolas paradas.
"A gente dedicou, sim, uma boa parte [do treino], como sempre vem dedicando, para poder organizar a defesa, sabendo que eles têm uma arma muito forte, principalmente as bolas paradas", explicou.
"A gente não sofreu gols nesse momento de bola parada. Espero que dê tudo certo", acrescentou.
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