O Brasil desenvolveu uma repugnante maneira de conviver com o socialismo sem precisar confessá-lo, sem assumi-lo como parte constitutiva essencial do seu ordenamento político-judicial. No discurso, conserva empresas privadas, preserva contratos, fala incessantemente em livre iniciativa, livre mercado, ações voluntárias e, ao mesmo tempo, trata o proprietário como alguém cuja autonomia depende da permanente aprovação... The post Dennys Xavier na Crusoé: A União Soviética d

O empresário se joga num tanque de tubarões para trabalhar neste país, mas sua liberdade permanece condicionada ao olhar permanente da burocracia

Ilustração feita com IA Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR

O Brasil desenvolveu uma repugnante maneira de conviver com o socialismo sem precisar confessá-lo, sem assumi-lo como parte constitutiva essencial do seu ordenamento político-judicial. 

No discurso, conserva empresas privadas, preserva contratos, fala incessantemente em livre iniciativa, livre mercado, ações voluntárias e, ao mesmo tempo, trata o proprietário como alguém cuja autonomia depende da permanente aprovação arbitrária do Estado e dos seus burocratas engravatados.

A decisão que manteve uma multa em desfavor de conhecida empresa de colchões por não apresentar o perfil de liderança desejado pelos órgãos públicos oferece um retrato bastante fiel dessa mentalidade totalitária. 

Pouco importa a história daquela organização, os critérios (técnicos ou não, pouco importa, isso é coisa de dono!) adotados para formar seus quadros ou mesmo as razões que levaram determinadas pessoas a ocupar funções de direção. 

Tudo isso perde relevância quando surge a convicção de que o poder público pode substituir o juízo do empreendedor pelo seu próprio. É uma inversão difícil de justificar.

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