A taxa de desemprego do Brasil ficou em 5,6% no trimestre até maio, o menor patamar para o intervalo na série histórica iniciada em 2012, apontou nesta sexta-feira (26) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Leia mais (06/26/2026 - 09h01)

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26.jun.2026 às 9h01 Atualizado: 26.jun.2026 às 14h38

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A taxa de desemprego ficou em 5,6% no trimestre até maio no Brasil. É o menor patamar para o intervalo na série histórica iniciada em 2012, apontou nesta sexta-feira (26) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O indicador mostrou relativa estabilidade frente à taxa de 5,8% dos três meses até fevereiro, que servem de base de comparação. Os dados integram a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua).

O levantamento investiga o mercado de trabalho formal, com carteira assinada ou CNPJ, e o setor informal, sem esses registros.

A taxa de 5,6% veio em linha com a mediana das previsões do mercado financeiro, que também era de 5,6%, segundo a agência Bloomberg.

William Kratochwill, analista da pesquisa do IBGE, disse que o mercado de trabalho segue mostrando "respostas positivas" mesmo com o "cenário desfavorável" de juros altos no Brasil e impactos econômicos da guerra no Irã.

"A taxa de juros vem alta há algum tempo, e o mercado tem se mostrado forte. O efeito [da política monetária] não tem sido intenso sobre o mercado de trabalho."

O pesquisador avaliou que setores da economia estão à espera da chegada do segundo semestre, quando as contratações costumam subir. Isso, conforme William, pode explicar a estabilidade do desemprego até maio.

Considerando os diferentes trimestres da série histórica, a menor taxa de desocupação foi de 5,1% até dezembro do ano passado. A maior foi de 14,9% nos intervalos até setembro de 2020 e março de 2021, quando o país vivia a pandemia.

"O que os dados da Pnad sugerem é que, nos últimos meses, a taxa de desemprego ficou praticamente estável em um nível historicamente baixo para os padrões do país", afirmou a economista Claudia Moreno, do C6 Bank.

"Mesmo que a desaceleração da economia possa afetar o ritmo de criação de vagas ao longo de 2026, o mercado de trabalho deve continuar aquecido", acrescentou. Ela prevê taxa um pouco abaixo de 6% ao final do ano.

Nas estatísticas oficiais, uma pessoa de 14 anos ou mais sem emprego precisa estar à procura de oportunidades para ser considerada desempregada. Não basta só não trabalhar.

A população desempregada foi estimada em 6,1 milhões até maio.

O número mostrou relativa estabilidade ante o trimestre até fevereiro e teve queda de 9,3% (menos 624 mil pessoas) no confronto com o intervalo até maio do ano passado.

Já a população ocupada com algum tipo de trabalho (formal ou informal) chegou a 102,7 milhões.