Presidente cubano afirmou que Washington tenta sufocar a população da ilha por meio de sanções e bloqueios econômicos.
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, acusou os Estados Unidos, neste domingo (26), de tentar “tomar o país” por meio de uma política de pressão econômica que ele classificou como “genocida”. A declaração ocorreu em meio a novas sanções anunciadas pelo governo de Donald Trump contra a ilha. Com informações do Uol.
A cerimônia ocorreu em Pinar del Río, cidade localizada a cerca de 190 quilômetros de Havana. A data marca um dos episódios centrais da história política cubana, lembrado anualmente pelo governo da ilha.
Desde janeiro, a gestão Trump aplica uma política de pressão máxima contra Cuba. Além do embargo econômico vigente desde 1962, Washington impôs bloqueio ao petróleo e novas sanções contra empresas e autoridades cubanas.
As medidas adotadas pelos Estados Unidos contribuíram para uma queda drástica no turismo e nas receitas em moeda estrangeira, duas fontes importantes para a economia cubana. O país também enfrenta a saída de empresas estrangeiras.
As sanções mais recentes, anunciadas na quinta-feira, miram o programa cubano de missões médicas no exterior. O governo de Cuba considera esse programa uma das principais fontes de entrada de recursos no país.
As missões médicas enviam profissionais cubanos para atuar em outros países, em acordos firmados pelo governo da ilha. Washington passou a tratar o programa como alvo de sua ofensiva econômica dentro da política de pressão máxima.
Díaz-Canel usou o discurso em Pinar del Río para vincular as medidas americanas à tentativa de sufocar a população cubana. O governo dos Estados Unidos mantém o embargo econômico contra Cuba há mais de seis décadas.

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