Segunda unidade federativa com maior proporção de negativados do país, a capital vive um cenário em que renegociar dívidas já não basta

Quitar um débito, limpar o nome ou conseguir retirar uma restrição do CPF representa uma conquista importante. Mas, nem sempre resolve o problema que levou a pessoa ao endividamento. Afinal, a conta de energia continua chegando, o carro continua precisando de manutenção e imprevistos médicos não escolhem o momento para acontecer.

No Distrito Federal, a realidade dos endividados tem números expressivos. Segundo o Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas da Serasa, mais de 1,86 milhão de pessoas estão inadimplentes no DF, que ocupa o segundo lugar no ranking nacional de proporção de adultos com o nome restrito, atrás apenas de Roraima.

Em um território com aproximadamente 2,98 milhões de habitantes, segundo o IBGE, trata-se de uma parcela significativa da população.

O dado ajuda a explicar por que temas ligados à reorganização financeira ganharam espaço nas conversas de famílias, entre trabalhadores autônomos, servidores públicos e pequenos empreendedores espalhados por regiões como Plano Piloto, Ceilândia, Taguatinga, Águas Claras, Samambaia, Gama e Sobradinho.

A discussão, porém, já não gira em torno de renegociar dívidas. Em 2026, cresce o debate sobre como reconstruir a capacidade financeira depois da renegociação e evitar que o consumidor volte para a inadimplência poucos meses depois.