Nova York (EUA) – Maior campeão da história nos Grand Slam, o sérvio Novak Djokovic voltou a mostrar limitação física e, apesar de ter tido vantagem par...
Djokovic jamais havia perdido uma estreia em Nova York em 19 participações anteriores. Em torneios de Grand Slam, ele não perdia no jogo inicial desde 2006, ainda aos 18 anos, quando foi superado pelo norte-americano Paul Goldstein no Australian Open. Desde então, o sérvio venceu 78 estreias em sequência.
A derrota tão precoce também determinará a saída do sérvio do top 10 do ranking, algo que não acontecia desde julho de 2018, quando apareceu no 21º lugar. Ele também perde a chance de buscar o recorde de vitórias em Flushing Meadows, permanecendo três atrás das 98 de Jimmy Connors.
Navone por sua vez aguarda quem passar do duelo entre o suíço Stan Wawrinka e o italiano Matteo Berrettini. Esta é apenas o sexto Slam em que o argentino consegue superar a primeira rodada e a segunda no torneio. Sua maior campanha foi a terceira rodada de Roland Garros de 2025.
A profundidade e maior potência dos golpes de base do sérvio ficaram patentes nos primeiros games, quando ele abriu 3/0 e 4/1, embora evitando 0-40 neste quinto game. Não demorou para o batalhador argentino empatar tudo, com 4/4, e empurrar a decisão para o tiebreak, onde liderou o placar do começo ao fim graças a sua regularidade.
O tetracampeão manteve a postura, não fugiu dos longos ralis e, depois de desperdiçar break-points no terceiro e quinto games, enfim mostrou a qualidade de sua devolução para fazer 6/5 e empatar o jogo no game seguinte.
Ao longo do terceiro set, o teto retrátil foi fechado e isso deixou o jogo mais veloz. O sérvio se aproveitou disso, manteve pressão sobre o serviço pouco contundente do argentino e finalmente concretizou a quebra no nono game, suando para fechar em seguida, evitando o empate com um forehand espetacular na paralela.
A situação parecia sob controle quando Nole obteve nova quebra para fazer 2/1, mas passou a demonstrar fragilidade com o desgaste físico, ora parecendo vomitar, ora com espasmos musculares. Perdeu então cinco games consecutivos, já com mais quatro horas de partida, mostrando reduzida mobilidade no game final do quarto set.
O fisioterapeuta foi chamado para soltar a parte lombar, tomou comprimido e retornou, mas claramente não tinha mais condições físicas. Tentou encurtar os pontos e viu Navone rapidamente abrir 3/0. Enfim conseguiu voltar a ganhar um game e se viram lágrimas em seus olhos. O argentino, de 25 anos e atual 49º do ranking, seguiu firme e marcou a mais significativa vitória de sua carreira, cometendo menos da metade de erros (34 a 70).
Dois cabeças de chave conseguiram boas vitórias na abertura do US Open. O cazaque Alexander Bublik, 15º favorito, teve trabalho antes de superar o norte-americano JJ Wolf, por 6/4, 6/2, 3/6 e 6/1. Ele enfrentará o argentino Thiago Tirante ou o francês Adrian Mannarino.
Já o argentino Tomas Etcheverry, 27º entre os inscritos, superou com muita tranquilidade o tcheco Vit Kopriva, com parciais de 6/3 e 6/4 e 6/0. Seu adversário sairá do jogo entre o espanhol Martin Landaluce e o britânico Jacob Fearnley, interrompido pela chuva ainda no oitavo game.
Botaram logo la nave contra o velho também
A legião argentina continua sua trilha (são 10 tenistas no top-100)
Uma pena ver este declínio, mas o corpo tem limites com a idade, os mais novos que se cuidem, muito difícil essa geração atual com ritmo robótico aguentar mais de 20 anos jogando como ele e chegar em 4 semifinais de GS como foi ano passado e já com idade!
Quando vejo Nole puxando fôlego com aquele narigão depois de um game, da pra sentir o drama, a partida se transforma numa final e aí tem que gastar tudo que gastaria no torneio todo numa única partida, e a moçada já meio que aprendeu, é só levar ele pra 5 sets que não vai aguentar, que se recupere e ainda jogue por mais um tempo!
Estava na torcida para que Djoko chegasse nas 100 vitórias, infelizmente não deu. Grande Djokovic, gênio.
Primeira vez que não haverá Djoko, Nadal nem Federer na segunda rodada de um Grand Slam desde 2003
Pior que o federer no término da carreira, pelo menos o federe é o Nadal passavam até a semi ou quartas kkkk
Acho que agora acabou mesmo. GOAT não tem mais condição de jogar tênis profissional tão debilitado. Por mim, marca a despedida no Australian Open. Talvez ganhe 1 ou 2 jogos, mas é só para dar o adeus mesmo.
Foram muito bons todos esses muitos e muitos anos acompanhando o maior atleta de todos os esportes, mas tudo tem um fim.
Não deu pro GOAT da entressafra




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