O dólar está em alta nesta quarta-feira (24), em meio à procura por investimentos de menor risco globalmente pela perspectiva de uma política monetária mais restritiva nos Estados Unidos. Leia mais (06/24/2026 - 09h58)

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24.jun.2026 às 9h58 Atualizado: 24.jun.2026 às 18h58

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O dólar fechou em alta de 0,28% nesta quarta-feira (24), cotado a R$ 5,200, impulsionado pela aversão global a ativos de risco e pela queda do preço do petróleo pelo terceiro dia consecutivo.

A moeda oscilou entre R$ 5,187 na mínima e R$ 5,221 na máxima, voltando a testar patamares que não eram vistos desde março. A valorização foi global, com o índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, em alta de 0,2%, a 101,61 pontos.

A pauta principal do dia foi a retomada gradual do fluxo de navios pelo Estreito de Hormuz, via responsável pelo transporte de 20% de todo o petróleo consumido no mundo. Os preços do barril da commodity caíram mais de 4% nesta sessão, com o Brent cotado a US$ 73.

O cenário pressionou as ações da Petrobras, que caíram mais de 2,5% e puxaram a Bolsa para baixo. O Ibovespa, assim, fechou em queda de 0,43%, a 170.506 pontos.

Navios voltaram a passar por Hormuz nesta quarta, no âmbito de um plano de retirada recém-lançado pela OMI (Organização Marítima Internacional, agência de navegação ligada à ONU).

Um porta-voz da OMI se recusou a fornecer detalhes sobre as embarcações que cruzaram o estreito, mas pelo menos dois navios de granéis sólidos e um navio de carga atravessaram a via marítima nas últimas 12 horas, segundo dados de rastreamento da LSEG.

Ao menos outros 35 navios comerciais, principalmente de granéis sólidos, cargueiros e porta-contêineres, se preparavam para atravessar o estreito.

A retomada do fluxo segue a esteira da primeira rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã na Suíça, na segunda-feira (22). Ambos os países assinaram um memorando de entendimento para colocar fim na guerra no Oriente Médio, que começou no final de fevereiro.

Nesta quarta, o presidente Donald Trump afirmou que Teerã reiterou que não estava cobrando pedágio dos navios que transitam por Hormuz.

"O Irã informou aos EUA que, apesar das notícias falsas e provocadoras que afirmam o contrário, ‘NÃO HÁ PEDÁGIOS, NÃO HÁ CUSTOS DE SEGURO E NENHUMA OUTRA COBRANÇA DE QUALQUER TIPO SENDO EXIGIDA OU RECEBIDA PELO IRÃ DE NAVIOS QUE PASSAM PELO ESTREITO DE HORMUZ’", escreveu Trump em postagem na Truth Social, com suas habituais letras maiúsculas.

A gradual normalização do fluxo pelo estreito faz com que os riscos associados ao choque energético aos poucos se amenizem. Em resposta, os preços do petróleo estenderam perdas pelo terceiro dia seguido, com o barril do Brent, referência internacional, cotado abaixo de US$ 75 pela primeira vez desde o início da guerra.

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Com o alívio nas tensões no Oriente Médio, investidores se voltam para as taxas de juros do Brasil e dos Estados Unidos.

Na véspera, a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central tentou explicar ao mercado o racional por trás do corte da taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano, apesar da piora nas expectativas para a inflação.