Segundo turno será disputado entre Abelardo de la Espriella, da oposição, e Iván Cepeda, governista
Compartilhar matériaOs colombianos vão às urnas neste domingo (21) para definir quem será o novo presidente do país. A disputa do segundo turno será entre Abelardo de la Espriella, da oposição, e Iván Cepeda, governista.
De la Espriella recebeu a maior quantidade de votos no primeiro turno e pesquisas indicam que ele também estará na liderança nesta votação.
O candidato recebeu apoio de outros integrantes da direita latino-americana, como Javier Milei, da Argentina, e José Kast, do Chile. Também ganhou apoio de Donald Trump, dos Estados Unidos.
Cepeda não reconheceu imediatamente o resultado, mas voltou atrás após cerca de uma semana.
Para este segundo turno, o governo da Colômbia anunciou uma recompensa de R$ 300 mil a R$ 1,5 milhão por informações que ajudem a evitar atentados terroristas e ataques contra candidatos.
As urnas na Colômbia abrem às 8h e fecham às 16h, no horário local (das 10h às 18h, no horário de Brasília).
Abelardo de la Espriella não tem experiência política prévia, e tem utilizado uma retórica e imagem de cunho militar.
Ele se autodenomina "o Tigre", chama seu movimento político de "Defensores da Pátria" e faz continência em comícios e em eventos de divulgação, apesar de nunca ter servido às Forças Armadas.
Sua promessa de combater o crime com mais rigor lhe deu uma vantagem de vários pontos sobre Cepeda no primeiro turno, e pesquisas recentes o colocam oito pontos à frente para o segundo.
Conhecido pelo estilo combativo e por declarações provocativas, o candidato defende a construção de megaprisões, o fortalecimento das Forças Armadas e uma relação mais próxima com os Estados Unidos.
Admirador do ex-presidente Álvaro Uribe, busca consolidar uma liderança conservadora no cenário político colombiano e lidera as pesquisas para o segundo turno.
Senador de 63 anos e candidato do governista Pacto Histórico, Iván Cepeda é um dos principais nomes da esquerda colombiana.
Filho do ex-deputado Manuel Cepeda Vargas, assassinado em 1994, construiu sua trajetória política ligada à defesa dos direitos humanos, às vítimas da violência e aos processos de paz no país.
No Congresso, participou de iniciativas de negociação com grupos armados e se tornou uma das figuras mais conhecidas da política colombiana após o embate judicial com o ex-presidente Álvaro Uribe.
Na campanha, defende a continuidade das reformas sociais do presidente Gustavo Petro, a política de "paz total" e uma agenda voltada para redução das desigualdades e ampliação dos direitos sociais.
(Com informações de Luciana Taddeo, da CNN Brasil)

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