Nada que você compra é realmente seu — a não ser que você compre algo físico Hoje a Sony surpreendeu ao revelar que pararia de produzir discos físicos de jogos para o PlayStation 5. Anteriormente, a Rockstar também anunciou que a versão física de GTA 6 não vi…

Hoje a Sony surpreendeu ao revelar que pararia de produzir discos físicos de jogos para o PlayStation 5. Anteriormente, a Rockstar também anunciou que a versão física de GTA 6 não viria com o disco do jogo, levando jogadores a terem que resgatar o código que virá na caixa. Essa decisão, apesar de ter se tornado cada vez mais usada pela indústria dos videogames, implica negativamente na vida de consumidores e, no fim, reflete algo que o mercado vem prezando cada vez mais: nada é realmente comprado por aquele que compra.

A decisão de parar de produzir discos físicos ou simplesmente abandonar a mídia física no mercado gamer vai totalmente de contramão com a indústria musical. Com jogadores tendo que abandonar o colecionismo, amantes de música, no entanto, estão tendo o melhor das vidas. Só em 2025, a venda de discos de vinil superou um bilhão de dólares globalmente, com CDs e fitas cassete também tendo vendas significativas.

Hoje, diversos artistas lançam versões exclusivas de álbuns e singles, sejam com discos coloridos ou materiais extras que acompanham a embalagem. Além de, claro, conseguir faturar mais em cima do ineditismo, essas versões especiais são um modo de ficar mais próximo do fã ou até de oferecer ao consumidor um agradecimento e "mimo": "você me escuta, então vou te dar alguns presentes". Não é à toa que Taylor Swift lançou mais de cinco versões diferentes de um só álbum.