Projetos multiúso em São Paulo e na Bahia aliam alta valorização, autores renomados, tecnologia e arte

O River South, na capital paulista, o Platz by Tarraf, em São José do Rio Preto, e o Art Studio Open Spaces, em Salvador, foram premiados na categoria Empreendimento Mixed Use do Master Imobiliário. Integrando moradia, trabalho, comércio e serviços, os empreendimentos consolidam o conceito de uso misto e demonstram como a diversidade de usos, a sustentabilidade e a inovação transformam territórios urbanos.

Para morar, trabalhar e conviver no Butantã, o River South foi erguido ao lado da Marginal do Pinheiros, perto do metrô e da Universidade de São Paulo (USP), pronto para uso residencial, corporativo e comercial. “O River South oferece rara combinação de mobilidade, infraestrutura e potencial de valorização”, diz Dário de Abreu Pereira Neto, sócio-diretor da SDI Desenvolvimento Imobiliário, premiada pelo multiúso de alto padrão.

Com valor geral de vendas (VGV) de R$ 502 milhões, o empreendimento tem 90% das unidades vendidas. A torre única construída no terreno com 4.062 m² oferece 112 apartamentos, com tipologias de 35 m² a 139 m² e valor médio de R$ 23,5 mil/m². Nos dez andares corporativos, o valor médio praticado é de R$ 20 mil/m².

O projeto é assinado pela Perkins&Will, tem lajes corporativas padrão AAA, áreas comerciais e um residencial com lazer elevado a mais de 90 metros de altura, incluindo piscina de borda infinita com vista de 360º da capital paulista.

O paisagismo do River South privilegia espécies da Mata Atlântica e elementos de biofilia, criando espaços de convivência mais agradáveis no ambiente urbano. Possui certificação Leed Gold e reúne soluções que reduzem o impacto ambiental e aumentam a eficiência operacional, como sistema de reúso de água e brises nas fachadas para controlar a iluminação e o calor.

Para Pereira Neto, as práticas sustentáveis deixaram de ser diferencial para se tornar parte essencial de novos empreendimentos. “O conceito de uso misto é tendência que veio para ficar. Antigamente, havia prédio de escritórios que ficava vazio à noite. Hoje, quando o expediente termina, permanecem moradores, lojas e serviços funcionando”, diz.

Ao apresentar um modelo de ocupação urbana que reúne moradia, comércio, serviços e áreas de permanência em um mesmo endereço, o Platz by Tarraf, em São José do Rio Preto, “consagra a evolução do desenvolvimento imobiliário no interior de São Paulo”, conforme aponta a comissão julgadora do Master Imobiliário.

Tem VGV de R$ 200 milhões e torre única com 389 unidades, sendo 280 estúdios, 72 de dois dormitórios e 15 de três dormitórios, além de 22 lojas comerciais. Inspirado na Potsdamer Platz, em Berlim, é composto por praça central aberta ao público com paisagismo assinado pelo escritório Burle Marx, que prioriza espécies nativas e traz espelhos d’água.

Olavo Tarraf, fundador e presidente da empresa premiada, destaca “a energia social” presente no complexo e enfatiza: “Transformamos um terreno que apresentava limitações em um ambiente vivo, conectado e acolhedor”.

Em Salvador, o Art Studio Open Spaces, do Grupo André Guimarães, amplia o conceito de uso misto ao adicionar arte e tecnologia à moradia e ao comércio. Erguido em terreno de 3.768 m² no Jardim da Armação, reúne 420 estúdios de 18 m² a 45 m² e mall com lojas no térreo.

Chamou a atenção do júri pelo conceito “phygital”, atrelando as unidades a ativos digitais em NFT. Denis Guimarães, acionista do grupo, conta que o comprador recebe um NFT vinculado ao imóvel e à obra de arte do andar.

Com curadoria de artistas baianos, os dez pavimentos ganharam identidade própria de galeria permanente. O VGV atingiu R$ 157,5 milhões e o preço do m² chega a R$ 20 mil.

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