O top 5 das notas mais altas de entrada no Ensino Superior em 2026 tem três cursos de Engenharia Aeroespacial: FEUP, universidade do Minho e Técnico.
Em terceiro lugar, surge o curso de Medicina da Universidade do Porto, com uma média de acesso de 186,7, seguido de Engenharia e Gestão Industrial (186,5) da mesma Universidade.
Um total de 49.991 estudantes conseguiram lugar numa universidade, numa universidade politécnica, designação agora dada aos anteriores institutos politécnicos públicos, ou num politécnico mais 6.092 do que no ano passado, segundo os dados divulgados pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação. Nesta primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior de 2026, houve 60.513 candidaturas, o que representa aumento de 21,8% em relação ao ano passado e o número mais elevado em três décadas, com exceção dos anos da pandemia de Covid-19.
Pode ver consultar aqui os cursos, as instituições e as notas da primeira fase do Concurso Nacional de Acesso 2026-2027: CNA_2026_fase1
Universidade dos Açores, com Biologia, e Instituto Politécnico de Beja, com Turismo, registam uma média de acesso de 98,0 do último aluno a entrar. Abaixo da fasquia da positiva estão Engenharia de Sistemas de Computadores, no Instituto Politécnico de Lisboa e Educação Ambiental e Turismo de Natureza no Instituto Politécnico de Santarém, com a nota mais alta a ser 99,0. Estes são os únicos cursos onde o último colocado entrou com uma média negativa.
À semelhança dos anos anteriores, também o curso de Enfermagem, na Escola Superior de Enfermagem, com 311 lugares ocupados, exibe o letreiro da lotação esgotada.
O Instituto Politécnico de Bragança é a instituição com mais lugares vazios, havendo ainda 73 vagas por preencher no curso de Engenharia Informática. O mesmo curso, desta vez no Instituto Politécnico de Castelo Branco, regista 71 vagas para a 2.ª fase.
De acordo com a informação divulgada pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação, no global, a taxa de ocupação é de 88,9%, mais 9,5 pontos percentuais (p.p.) do que em 2025. Este ano, a procura superou a oferta de vagas iniciais, com mais 4 285 candidatos válidos do que vagas disponíveis, invertendo a situação registada em 2025.
No que respeita às preferências de candidatura, os dados revelam que 26 819 estudantes, correspondentes a 53,6% do total, foram colocados na primeira opção, enquanto 9 643, ou 19,3%, foram colocados na segunda opção. No total, 84,5% dos estudantes ficaram colocados numa das suas três primeiras opções.
Os dados mostram que a diferença entre as taxas de ocupação nas Instituições Universitárias e Politécnicas reduziu-se significativamente, passando de 28,7 p.p., em 2025, para 17,8 p.p., em 2026.
Nos politécnicos foram colocados 16 679 estudantes, mais 3 497 do que em 2025 e correspondentes a 33,4% do total. O número de colocados cresceu 26,5% e a taxa de ocupação subiu para 77,9%. Nas universidades foram colocados 33 312 estudantes, correspondentes a 66,6% do total, mais 2 595 estudantes colocados em relação a 2025. O número de colocados aumentou 8,4% face a 2025 e a taxa de ocupação atingiu 95,7%.
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