Uma unidade da fabricante de equipamentos de telecomunicações ZTE e outras duas empresas chinesas estão entre as mais recentes entidades a receber aprovação dos Estados Unidos para adquirir chips avançados de inteligência artificial da Nvidia e da Advanced Mi…
Uma unidade da fabricante de equipamentos de telecomunicações ZTE e outras duas empresas chinesas estão entre as mais recentes entidades a receber aprovação dos Estados Unidos para adquirir chips avançados de inteligência artificial da Nvidia e da Advanced Micro Devices (AMD), de acordo com documentos e duas fontes familiarizadas com o assunto.
O chip H200 da Nvidia, um dos mais poderosos do mercado e utilizado para treinar e executar grandes modelos de IA, tornou-se um ponto central da rivalidade tecnológica entre Estados Unidos e China, à medida que Washington busca restringir o acesso chinês a poder computacional avançado.
A ZTE Kangxun Telecom e a fabricante de servidores Maginfra receberam permissão para adquirir os chips H200 da Nvidia, segundo os documentos, enquanto a Zhuhai Hengqin Yunxiang Zhisheng Network Technology, subsidiária da empresa de computação em nuvem Kingsoft, foi autorizada a utilizar alguns chips da AMD que competem com o H200.
Estas três empresas, cujas autorizações não haviam sido divulgadas anteriormente, ampliam a lista conhecida de companhias envolvidas no processo de licenciamento para além dos maiores grupos de internet e distribuidores de eletrônicos da China.
Em maio, a Reuters noticiou que os EUA haviam liberado cerca de dez empresas chinesas, incluindo Alibaba, Tencent, ByteDance e JD.com, para comprar chips da Nvidia, embora, na época, nenhuma entrega tivesse sido feita, pois os negócios permaneciam suspensos por força de requisitos de aprovação e do escrutínio tanto de Washington quanto de Pequim.
Recentemente, contudo, algumas empresas de computação em nuvem chinesas sinalizaram a parceiros e clientes que podem obter os chips H200 em breve, indicando um possível progresso nas revisões de importação por parte das autoridades chinesas.
ZTE, Maginfra, Kingsoft, Nvidia, AMD e o Ministério do Comércio da China não responderam a pedidos de comentário.
O Bureau de Indústria e Segurança dos EUA, agência do Departamento de Comércio que supervisiona controles de exportação, também não respondeu de imediato.
Desde 2022, Washington tem endurecido as restrições ao envio de chips avançados de IA para a China, sob o argumento de que a tecnologia poderia apoiar a modernização militar da República Popular da China.
No entanto, o governo Trump permitiu a venda do H200, que começou a ser enviado globalmente em 2024, com alguns argumentando que as exportações promovem a dominância tecnológica dos EUA, enquanto a Nvidia tem pressionado para manter o acesso a um dos maiores mercados de tecnologia do mundo.
Paralelamente, a China tem incentivado alternativas nacionais, o que gera incerteza sobre se as vendas aprovadas pelos EUA poderão prosseguir mesmo após Washington conceder as licenças de exportação.


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