Imagens apontam problema na região posterior da coxa direita do atacante da seleção brasileira
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20.jun.2026 às 17h24
Os exames de imagem realizados por Raphinha neste sábado (20) confirmaram uma lesão muscular na região posterior da coxa direita. O comunicado da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) não detalha a gravidade do problema nem estipula um prazo de recuperação.
"O jogador seguirá um protocolo de tratamento intensivo, acompanhado pela equipe médica da seleção brasileira, visando sua recuperação e retorno às atividades no menor tempo possível", diz o texto divulgado pela confederação.
Raphinha sentiu dores na região durante a vitória por 3 a 0 do Brasil sobre o Haiti, na sexta-feira (19), na Filadélfia, pela segunda rodada da Copa do Mundo. O atleta de 29 anos deixou a partida ainda no primeiro tempo, aos 40 minutos, substituído por Rayan.
Sua condição física já era monitorada por causa do ano acidentado vivido no Barcelona. O gaúcho teve outras três lesões na mesma coxa e se apresentou à seleção para o Mundial com apenas 36 jogos na temporada 2025/26 –perdeu 23 do time espanhol, em um total de mais de três meses fora.
O problema anterior ocorrera na própria equipe nacional. Em amistoso contra a França realizado em março, ele teve de ser substituído no intervalo e ficou um mês e meio afastado. Se o prazo se repetir, o jogador não voltará a entrar em campo na Copa.
Já é certo que o atacante não estará à disposição de Carlo Ancelotti na partida contra a Escócia. A equipe brasileira fechará a sua participação no Grupo C em duelo marcado para a próxima quarta-feira (24), no Hard Rock Stadium, em Miami Gardens.
Mesmo em lesões de grau 1, mais leves, o tempo de recuperação dificilmente é inferior a dez dias. Assim, em uma hipótese mais otimista, o retorno ocorreria nas oitavas de final, no caso de vitória no primeiro jogo da fase de mata-mata, já no início de julho.
Na ausência de Raphinha, quatro candidatos despontam para a vaga: Luiz Henrique, Martinelli, Rayan e Endrick. Rayan foi o escolhido para substituir o camisa 11 contra o Haiti, mas isso não significa que será escalado diante dos escoceses.
"Pus o Rayan porque ele mostrou boa qualidade. Tem um perfil diferente do Raphinha. São pequenos detalhes que definem a entrada de um ou outro jogador. Foi por pequenos detalhes que escolhi o Rayan", disse Ancelotti.
No caso do cenário mais grave, com necessidade de corte do atleta do Barcelona, o treinador não poderá convocar um substituto. O grupo, assim, ficaria com 25 jogadores para a sequência da competição.
As lesões têm sido um grande problema para a seleção, sobretudo pelo lado direito. Carletto não teve nem a chance de levar ao Mundial o defensor Éder Militão e os atacantes Rodrygo e Estêvão, que passaram por cirurgias.
Quando a delegação já estava reunida nos Estados Unidos, houve nova baixa. No último amistoso preparatório para a Copa, uma vitória por 2 a 1 sobre o Egito em Cleveland, o lateral Wesley sentiu um problema na virilha esquerda e foi cortado.
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