O ataque chocou o principado, que fica na costa do Mediterrâneo. O suspeito "tinha circulado pela área várias vezes enquanto esperava pelas vítimas". Depois...

A polícia do Mónaco lançou uma caça ao homem após uma bomba enviada por correio ter ferido um oligarca natural da Ucrânia, Vadim Ermolaev, e outras duas pessoas, que serão a mulher e o filho. O ataque sem precedentes deixou em choque o principado, conhecido pela sua alta segurança.

A explosão deu-se na entrada de um edifício no principado, e, segundo informações iniciais, a bomba foi colocada por um homem que fugiu de seguida.

Dezenas de policias foram mobilizados para o Mónaco, enquanto dois helicópteros e cerca de 30 guardas da Gendarmerie encetaram buscas em França pelo homem que deixou o pacote em frente ao prédio.

As autoridades do Mónaco investigam o ataque à bomba como "tentativa de homicídio".

A classificação de "terrorismo" não foi estabelecida nesta fase do processo, anunciou hoje a Procuradoria-Geral do principado.

A explosão ocorreu por volta das 21h00 de segunda-feira, no horário local, à entrada de uma residência no Mónaco.

O procurador-chefe afirmou que o suspeito responsável pela bomba agiu sozinho e fugiu para a França.

Uma mulher também ficou ferida e o seu estado "permanece crítico", enquanto a terceira vítima, um adolescente, sofreu apenas ferimentos ligeiros.

Os dois adultos foram transferidos para um hospital na cidade vizinha de Nice, em França, enquanto o menor foi internado no Hospital Lenval.

Além dos três feridos graves, quatro pessoas também receberam assistência médica.

As três vítimas estavam "aparentemente a regressar a casa pacificamente" ao início da noite, de acordo com imagens de câmaras de segurança, quando "foram atingidas pela explosão ao atravessarem a porta do edifício onde moravam", disse Christophe Mirmand, ministro de Estado (chefe do Governo) do Mónaco.

As vítimas são residentes "habituais" do Mónaco, mas as autoridades ainda não sabem se a família tinha sido ameaçada no passado, afirmou Mirmand.

"Aparentemente, a família foi um alvo específico", referiu o chefe de Governo do Mónaco, referindo que o alegado autor "tinha circulado pela área várias vezes enquanto esperava pelas vítimas", segundo imagens das câmaras de segurança.

Agentes de segurança foram mobilizados na manhã de hoje no Mónaco e arredores. As autoridades francesas e monegascas estão à procura de um suspeito não identificado, cujo motivo para o crime está a ser investigado.

O ataque chocou o principado, que fica na costa do Mediterrâneo. O príncipe Alberto II do Mónaco descreveu-o como "um ato odioso" e disse que todos os serviços do país foram mobilizados para garantir a segurança.

Um responsável da polícia nacional francesa disse que está em curso uma busca pelo suspeito.

Christophe Mirmand, ministro de Estado do Mónaco, revelou que o dispositivo explosivo aparentemente continha parafusos e chumbo grosso.

As outras quatro pessoas que receberam assistência médica sofreram cortes causados ​​por janelas partidas na explosão, acrescentou.

"Esta é a primeira vez na história, que eu saiba, que um ato como este ocorre no principado", concluiu Mirmand, citado pelo Le Monde.

Vadim Ermolaev, de 58 anos, é um oligarca natural da Ucrânia, tendo sido considerado o 23.º homem mais rico do país em 2022. O empresário renunciou à cidadania ucraniana, em 2019. Já em 2023, o Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia sancionou-o.