Campinas celebra aniversário de 252 anos O maestro Carlos Gomes, considerado um dos maiores símbolos culturais de Campinas (SP) e um dos maiores artistas do país, possui origens que foram apagadas ao longo do tempo. Essa história inspirou o filme "Força Indom…
Por g1 Campinas e Região
14/07/2026 16h34 Atualizado 14/07/2026
O filme "Força Indomável" resgata as origens negras e indígenas do maestro Carlos Gomes, apagadas ao longo do tempo. A obra é dirigida por Ariane Porto.
A produção conecta a trajetória do compositor à história de Campinas, que comemora 252 anos nesta terça-feira (14). O longa-metragem ainda não tem data de lançamento.
O tenor Jean William interpretará o maestro no filme. A pianista Sônia Rubinsky, vencedora do Grammy, atua como consultora musical da produção campineira.
Nascido em 1836, Carlos Gomes obteve sucesso na Europa com a ópera "O Guarani". Ele foi nomeado patrono imortal da Academia Brasileira de Música em 1945.
Campinas celebra aniversário de 252 anos
O maestro Carlos Gomes, considerado um dos maiores símbolos culturais de Campinas (SP) e um dos maiores artistas do país, possui origens que foram apagadas ao longo do tempo. Essa história inspirou o filme "Força Indomável", dirigido pela cineasta e pesquisadora Ariane Porto.
Segundo a diretora, o compositor, nascido em 1836, era filho de um negro e de uma indígena. Na época, Campinas e o Brasil viviam tensões sociais devido ao fim da escravidão. Por conta desses conflitos, a informação sobre os pais do maestro foi, por muitos anos, omitida.
A obra cinematográfica busca ressignificar a história de Carlos Gomes, abordando o preconceito enfrentado pelo compositor e a tentativa de apagar suas raízes para pertencer a uma sociedade que carregava muitos tabus.
"Todas as dificuldades que ele teve de vencer: alisar o cabelo para poder ser aceito, tentar alisar o bigode. Ele tentou apagar a sua identidade para ser aceito numa sociedade que não aceitava pessoas como ele", explicou Ariane.
O longa, que ainda está sendo produzido e não tem data para ser lançado, também busca conectar a história do maestro com a de Campinas, que completa 252 anos nesta terça-feira (14).
"A partir da história de Carlos Gomes, vamos mudar esse passado, vamos ressignificar quem foi esse primeiro herói nacional", comentou a diretora.
Monumento-Túmulo de Carlos Gomes, localizado na Praça Bento Quirino em Campinas (SP) — Foto: Reprodução/EPTV
Hoje, mais de um século após a morte do maestro, conhecido como "Nhô Tonico", continua a inspirar novos artistas, como o jovem tenor Jean William, que interpretará o compositor no filme.
"Contar a história de uma cidade através da arte é certamente a forma mais gentil e honesta de dizer o quanto a importância da coletividade forma uma sociedade", destacou o cantor.
A produção conta com a consultoria musical da pianista campineira e vencedora do Grammy, Sônia Rubinsky, que vê Campinas como uma potência no mundo das artes.
"Eu dancei no Teatro Municipal, eu toquei no Teatro Municipal. Era uma joia. Quando nós realmente entendemos a importância do nosso legado, as pessoas de fora também vão entender", afirmou.
Nascido em 11 de julho de 1836, em Campinas, Carlos Gomes foi o primeiro compositor latino-americano a alcançar sucesso na Europa, destacando-se com a ópera "O Guarani". Em 1945, ele foi nomeado patrono imortal da Academia Brasileira de Música.
A proporção alcançada pelas obras e apresentações fez com que o maestro se tornasse uma das figuras mais importantes da história de Campinas, sendo homenageado de diversas formas:




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