Flórida proíbe imigrantes ilegais de se matricularem em faculdades públicas estaduais e cursos de educação para adultos.

Dê de presentePrefira a Gazeta no GoogleO governador da Flórida, Ron DeSantis: Flórida aprovou uma norma que proíbe imigrantes sem status legal de se matricularem em faculdades estaduais e em programas públicos de educação para adultos. (Foto: CRISTOBAL HERRERA-ULASHKEVICH/EFE/EPA)Ouça este conteúdo

A Flórida aprovou nesta terça-feira (30) uma norma que proíbe imigrantes sem status legal nos Estados Unidos de se matricularem nas 28 faculdades públicas do estado, que oferecem cursos técnicos e profissionalizantes e, em muitos casos, graduações de quatro anos. A medida deve afetar cerca de 8 mil estudantes com status ilegal que se formam todos os anos nas escolas de ensino médio da Flórida.

Segundo a norma aprovada pela Junta de Educação da Flórida, os candidatos terão que comprovar que são cidadãos americanos ou que estão legalmente no país para conseguir matrícula nessas faculdades públicas estaduais.

De acordo com o texto, uma segunda regulamentação aprovada também estende a proibição a programas públicos de educação para adultos. A restrição inclui cursos de preparação para o exame de equivalência do ensino médio, conhecido como GED, uma prova usada nos Estados Unidos como alternativa ao diploma regular de conclusão do ensino médio, e aulas de inglês para falantes de outros idiomas, chamadas de ESOL.

A decisão foi tomada durante uma reunião virtual da Junta de Educação. Organizações civis afirmaram que suas objeções foram em grande parte ignoradas durante o processo de aprovação.

A aprovação das normas provocou reação de estudantes e organizações pró-imigração. Segundo essas entidades, a medida fechará o acesso à educação superior para milhares de jovens que cresceram na Flórida, mas não têm status migratório regular nos Estados Unidos.

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