Fraturas no braço podem ocorrer de vários tipos - Magnific As fraturas no braço são lesões que podem atingir qualquer osso da região, desde as mãos até os ombros. Os traumas ocorrem, de forma geral, após quedas ou impactos diretos.
Por conta da anatomia dos membros superiores, essas fraturas acometem áreas específicas e têm vários caminhos de tratamento. Dessa forma, é necessária a atenção adequada para cada caso.
Segundo o ortopedista Airton Casé, do Hospital Jayme da Fonte, um dos tipos mais frequentes de fraturas no braço é do rádio distal, que é o maior osso do antebraço e fica próximo ao punho.
"Normalmente está relacionada com um trauma por uma queda da própria altura, com a mão espalmada", iniciou o especialista.
O médico considera que as fraturas do rádio distal tendem a acontecer de forma diferente em cada faixa etária. Nos adultos, os impactos geralmente são de alta energia, enquanto a população idosa tem maior incidência de osteoporose.
"Em adultos, está mais relacionado com traumas esportivos e acidentes automobilísticos, normalmente com fraturas graves e lesões associadas. No idoso, é muito comum porque é associada à fragilidade óssea. Às vezes, uma queda simples no idoso pode levar a uma fratura do rádio distal", explicou o ortopedista.
Sintomas As formas diferentes de ter uma fratura do rádio distal podem dificultar a identificação da lesão. O ortopedista Airton Casé detalha que os principais sinais que indicam a fratura após uma queda são deformidade na área atingida, dor, edema e limitação funcional.
Entretanto, são comuns os casos em que as fraturas são discretas e só têm a incidência de dor.
“Se tiver dor em articulação, principalmente aos esforços após uma queda, é sempre importante suspeitar desse tipo de fratura e procurar um serviço de urgência para ser avaliado", recomendou.
Outro ponto de atenção é que nem todo tratamento para a fratura necessita de intervenção cirúrgica. Cada caso é avaliado pelo especialista e as medidas são adotadas de acordo com a gravidade da lesão.
A recuperação de forma conservadora é indicada em fraturas pouco desviadas ou pacientes com baixa demanda e sem tanto uso das mãos. O tratamento é feito com a imobilização dos membros, acima ou abaixo do cotovelo.
"É muito comum em fraturas desviadas ou com lesões articulares e ligamentares associadas a gente precisar de cirurgia", destacou o ortopedista.
Nos últimos anos, as condições de tratamento para fratura do rádio distal seguem em evolução, como o avanço nos materiais de síntese.
"As placas e parafusos estão ficando de melhor qualidade, com melhor refino e menos interativos com o osso", completou.




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