Miguel Coelho (União Brasil; Marília Arraes (Solidariedade); João Campos (PSB); e Silvio Costa Filho (Republicanos) - Foto: Miqueias Gomes//Divulgação Na convenção da Frente Popular, neste sábado (1), lideranças da Frente Popular fizeram gestos para tentar fazer o ex-prefeito Miguel Coelho (UB) retornar para a oposição. O candidato ao governo do estado pela oposição João Campos (PSB) não citou diretamente o ex-prefeito, mas afirmou que o seu grupo está "pronto para acolher e somar".

"A nossa política é de somar, é de juntar. A gente fez esse tempo todo uma construção unindo o nosso grupo", destacou. Já a ex-deputada Marília Arraes (PDT) afirmou que sempre respeitou o grupo dos Coelho, apesar das divergências. "A gente tem que conversar. Isso faz parte da política: dialogar e construir pontes. Não construir muros", garantiu. Sobre o fato de Miguel já ter se aliado ao bolsonarismo, Marília Arraes relembrou o avó Miguel Arraes e sua estratégia de sempre compor uma frente ampla e plural em suas eleições. Em especial, ela citou o pleito de 1986 quando ele convidou Antônio Farias, que tinha um perfil de direita para o Senado. Nos bastidores, a candidata ao Senado teria oferecido a primeira suplência ao grupo dos Coelho. O nome mais forte seria o do ex-senador Fernando Bezerra Coelho, que chegou a ser líder do governo Bolsonaro na Casa Alta. Bastidor Miguel Coelho estava voltando de uma agenda ontem de noite na Região Metropolitana quando recebeu uma ligação da governadora Raquel Lyra (PSD) e foi chamado ao Palácio. O gestor teria achado estranho uma convocação naquele horário, mas atendeu ao chamado.