O gol de virada do Brasil contra o Japão foi marcado em um tipo de jogada que é uma tendência na Copa 2026. É o que mostrou um levantamento do TSG (Grupo de...
Ouvir1×0.5×0.75×1×1.25×1.5×1.75×2×O gol de virada do Brasil contra o Japão foi marcado em um tipo de jogada que é uma tendência na Copa 2026. É o que mostrou um levantamento do TSG (Grupo de Estudos Técnicos) da Fifa sobre a primeira fase do torneio.
A jogada começa do lado esquerdo da defesa brasileira e gira para Danilo na direita. Ele tabela com Rayan, avança e toca para Endrick. Mas Tanaka rouba a bola do atacante brasileiro.
Então, Rayan, que estava próximo, recupera na sequência a posse e dá para Bruno Guimarães no meio. O volante serve Martinelli para fazer o gol.
Esse tipo de marcação é chamado de contrapressão. E depende da capacidade do time se posicionar de forma a recuperar rapidamente a bola após perdê-la em um ataque.
"Alguns times têm uma filosofia clara. Tenho feito jogos do Estados Unidos, Canadá. É parte do DNA, Espanha também. A estrutura de quem tem a filosofia de passes curtos. Criam a estrutura para contrapressão melhor. Em vez de descer e voltar a defender em bloco baixo. Dá para ver a atitude que os permite contra-atacar", explicou o ex-jogador argentino Pablo Zabaleta, que integra o grupo da Fifa.
A Espanha, com esse sistema, tem a maior posse de bola do torneio até agora.
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O Brasil conseguiu recuperar a bola com Rayan justamente porque tinha feito uma troca curta de passes em que havia alguns jogadores no setor, o próprio ponta, Danilo e Endrick.
Para o brasileiro Gilberto Silva, campeão em 2002, esse tipo de pressão depende da característica dos jogadores para dar certo.
"As pessoas dizem que a melhor defesa é o ataque. Mas isso, se perder a bola, e tentar recuperar. Ou então vão ter que correr atrás. Os jogadores têm que se encaixar nesse sistema", contou Gilberto Silva.
Outra explicação para a contrapressão é que o sistema reduz o cansaço dos jogadores. Porque o time não tem que correr o campo inteiro para voltar para defender perto do gol.
"É cansativo correr atrás da bola. Isso é frustrante. Se tem a possibilidade (da contrapressão), é uma grande coisa", analisou o ex-jogador Otto Addo.
O gol japonês também sai em uma contrapressão, embora com um espaço de tempo maior na troca de posse. O Brasil consegue recuperar a bola e quando Danilo vai dar um passe no contra-ataque, Sano se posiciona bem e recupera a bola. Avança, dribla Casemiro e faz o gol.
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