Erling Haaland guiou a Noruega à sua primeira Copa do Mundo desde 1998 e é o grande ícone global de uma nação de apenas 5,5 milhões de pessoas
Dois toques na bola bastaram para encerrar o sonho brasileiro na Copa do Mundo. Autor dos dois gols da vitória da Noruega sobre o Brasil nas oitavas de final, neste domingo (5/7), Erling Haaland foi o protagonista da partida que eliminou a seleção brasileira e garantiu a classificação dos noruegueses às quartas de final.
Aos 25 anos, Haaland se tornou um dos atacantes mais temidos do futebol mundial. Com os dois gols marcados diante do Brasil, chegou a sete neste Mundial, que simboliza um marco para a Noruega: é a primeira Copa disputada pelo país em 28 anos.
A última vez que a Noruega disputou uma Copa, Haaland ainda nem havia nascido. Ao ajudar a garantir a classificação da seleção para as oitavas de final, ele concluiu uma missão que carregou sobre os ombros durante anos.
Ainda nas Eliminatórias, as esperanças de que o país escandinavo encerrasse um jejum de 28 anos sem disputar uma Copa estavam depositadas no atacante muito antes de ele marcar 16 gols em oito partidas na campanha pré-Copa.
Essas expectativas em torno do centroavante do Manchester City já vêm do início de sua adolescência, quando seu talento foi descoberto pelo Bryne, da Noruega, e ele passou rapidamente pelas categorias de base do clube.
Seu talento floresceu e seu potencial se consolidou ao longo de uma carreira cuidadosamente construída para favorecer seu desenvolvimento.
Agora, depois de conquistar tudo o que havia para conquistar no futebol de clubes com o Manchester City, ele também está se destacando na seleção nacional.
Mas a história poderia ter sido diferente.
Nascido em Yorkshire, o atacante tinha direito de defender a Inglaterra. No entanto, sua identificação com o país de origem fez com que essa possibilidade praticamente nunca existisse, mesmo sabendo que as chances de conquistar títulos internacionais seriam pequenas.
Essa decisão poderia ter resultado em um destino que nenhum astro deseja: uma carreira sem disputar uma Copa do Mundo.
Haaland escapou desse cenário. Mas como é ser um astro mundial vindo de um país com apenas 5,5 milhões de habitantes?
E será que é realmente apenas Haaland quem está levando a Noruega à Copa do Mundo?
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Em 2020, quando o então técnico da Inglaterra, Gareth Southgate, foi questionado sobre a possibilidade de Haaland defender a seleção dos Três Leões, ele descartou rapidamente essa hipótese.
"Jogadores como ele normalmente sabem muito bem por qual seleção querem jogar", disse Southgate. "Ele sente essa ligação com o país que representa hoje, e isso sempre merece respeito."
Haaland nasceu em Leeds, em 2000, quando seu pai, o também jogador Alf-Inge, ainda vivia na cidade, pouco depois de deixar o Leeds United para se transferir ao Manchester City.
A família mudou-se para Bryne, na Noruega, três anos depois, quando Alf-Inge encerrou a carreira devido a uma lesão, que também pôs fim à sua passagem pelo City.
O talento do jovem Haaland foi identificado muito cedo. Ele rapidamente avançou pelas categorias de base do Bryne antes de ser contratado pelo Molde, em 2017, clube então comandado por Ole Gunnar Solskjaer.
Solskjaer ajudou a transformar Haaland na potência ofensiva que ele é hoje e, desde então, costuma elogiar o jogador.




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